11 parques de diversão irregulares são desmontados no Rio

Outros seis estabelecimentos estão fechados ou em processo de desmontagem depois de morte de criança

Clarissa Thomé, de O Estado de S. Paulo,

30 de janeiro de 2009 | 19h57

Onze parques de diversões irregulares foram desmontados depois de terem sido notificados, na segunda-feira, 26, pela Secretaria Municipal de Ordem Pública. Outros seis estabelecimentos estão fechados ou em processo de desmontagem. A Seop intensificou a fiscalização sobre parques depois que uma criança morreu eletrocutada, no último domingo, 25, ao encostar na grade de proteção de um dos brinquedos. Os parques fiscalizados estavam na zona oeste da cidade, onde há grandes descampados, ou no interior de favelas. "Estamos acompanhando o processo de desmonte desses parques. As delegacias distritais também monitoram a movimentação. No bairro de Campinho, um dos parques se retirou depois de ser notificado e estava se estabelecendo no estacionamento de supermercado. Também foi obrigado a sair", explicou o subsecretário de Ordem Pública, Luiz Medeiros. Medeiros explica que a fiscalização em parques irregulares começou em 14 de janeiro. Desde então, 26 foram identificados e fechados - a maioria depois da morte de Alexandre da Silva, de 10 anos, quando pegava uma pipa próximo ao parque World Toy, e acabou eletrocutado. No dia seguinte à tragédia, os brinquedos foram desmontados. Para pedir à prefeitura o alvará de funcionamento, os donos dos parques têm de apresentar laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros e da Gerência de Instalação Mecânica da Secretaria Municipal de Obras, além de autorização da Fundação Parques e Jardins e da Secretaria de Meio Ambiente, se os brinquedos estiverem em área pública. "É o mínimo para se dar garantia à população. Mas eles não têm esses documentos e nem tentam pedir o alvará. Cem por cento dos parques fiscalizados tinham ligações clandestina de luz e água. As condições de higiene são precárias", afirmou Medeiros. De acordo com ele, a Seop não tem recebido críticas da população durante as operações para a retirada dos parques. "As pessoas sabem que é para garantia do bem delas", afirmou. O subsecretário pediu que denúncias sejam encaminhadas para o e-mail falecom-seop@rio.rj.gov.br.

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