Maciel Bezerra/Twiter
Maciel Bezerra/Twiter

117 suspeitos de participar de ataques no Ceará foram presos

Nos últimos oito dias, foram registrados ao menos 89 ataques criminosos em diversas cidades cearenses

da Agência Brasil, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2019 | 20h01

Ao menos 117 suspeitos  de participar da onda de ataques criminosos registrados no Ceará nos últimos dias foram detidos pela Polícia Civil. Entre o dia 20 e a manhã desta sexta-feira, 27, foram registrados ao menos 89 ataques criminosos a prédios públicos, ônibus e veículos particulares em diferentes cidades cearenses

Na manhã desta sexta, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social deflagou a Operação Contra-Ataque, que envolveu mais de 120 policiais civis. Segundo a secretaria, vários mandados de prisão e de busca e apreensão estão sendo cumpridos em todo o Estado. Os alvos são pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa envolvida em homicídios e outros crimes.

Em nota, a secretaria garantiu que as forças de segurança continuam mobilizadas para evitar novos delitos. 

Na quinta-feira, 26, a Polícia Federal (PF) e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) cumpriram 15 mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Torre, em que indentificaram e prenderam um dos fundadores de uma organização criminosa que atua no Estado. 

Segundo a secretaria estadual, o objetivo da Operação Torre era desarticular lideranças da organização criminosa responsável por ordenar e executar os ataques às torres de transmissão de energia elétrica e prédios públicos registrados em abril deste ano, na Região Metropolitana de Fortaleza, bem como desta última onda de crimes orquestrados. Segundo as investigações, nas duas ocasiões, as ordens para os ataques partiram de dentro de unidades prisionais cearenses.

No início da semana, o governo estadual autorizou a suspensão das férias dos policiais e a realização de mais horas-extras por todos os policiais interessados até que os ataques cessem. O governo cearense também determinou que todos os agentes de segurança que estão prestando serviços administrativos sejam colocados para patrulhar as ruas.

Além disso, mais de 400 internos do sistema prisional foram transferidos de unidades prisionais até o fim da tarde dessa quinta-feira. A medida foi adotada para isolar os líderes do grupo criminoso e dificultar a comunicação.

No início de 2019, a maior onda de ataques da história do Ceará

Logo no começo deste ano, o Ceará viveu a maior onda de atentados de sua história. Entre os dias 2 de janeiro e 4 de fevereiro, foram contabilizados 283 ataques em 56 dos 184 municípios do Estado, dos quais 134 aconteceram em Fortaleza. Mais de 400 suspeitos foram presos. Três foram mortos. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, chegou a enviar tropas federais para ajudar no patrulhamento no Estado.

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