15 anos depois, pai de bebê espancado ainda pede justiça

Pai de bebê espancado há 15 anos em hospital de Taubaté ainda quer justiça O operário Leônidas Ribeiro de Souza, de 38 anos, foi hoje ao Hospital Universitário (HU) de Taubaté, no Vale do Paraíba, apelar à instituição que faça justiça quanto ao crime cometido por um médico, contra seu filho, Leônidas Alan de Souza, há 15 anos. "Eu não gosto deste lugar. Por mim eu nunca mais viria aqui, mas ainda tenho esperança que seja feita justiça".No dia 25 de março de 1989, o menino Leônidas Alan, então com 9 meses, foi internado no HU com problemas de desnutrição.A família morava - e ainda mora - em Conceição dos Ouros (MG) e como não havia recursos na cidade, decidiu internar o bebê no HU, para que ele fosse curado. "Meu filho entrou bem e saiu quase morto". A criança foi brutalmente espancado pelo estudante de medicina Flávio Ricardo Baurmgart Rossi. Na época o estudante cursava o sexto ano de Medicina da Universidade de Taubaté e agrediu tanto o bebê, ao ponto de deixa-lo cego e com os braços e pernas quebrados. "Até hoje enfrentamos muita dificuldade, um verdadeiro martírio e sérios problemas de saúde", disse, emocionado. O filho dele, Leônidas Alan tem hoje 16 anos e o médico nunca foi encontrado. Apesar da viagem de mais de três horas, entre Conceição dos Ouros e Taubaté, o operário não foi recebido pela direção dohospital. Segundo a assessoria de imprensa, o operário não estava acompanhado de seu advogado, por isso, a instituição não pode recebe-lo.Para não perder a viagem o operário foi conversar com o delegado seccional de Taubaté, Roberto Martins de Barros, onde foi informado que o prazo para que o ex-estudante de medicina seja preso vence no dia 12 de dezembro de 2005. A família recebe atualmente dois salários mínimos da Universidade de Taubaté, mas aguarda decisão judicial, sobre uma indenização no valor de R$2 milhões.

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