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180 visitantes passam a noite em presídio

Cerca de 180 parentes de presos passaram a noite de sábado para domingo na Penitenciária de Irapuru, no oeste do Estado, entre os rebelados. A administração cortou a energia e o prédio estava às escuras, cercado pela Polícia Militar. Também ficou sem água e fornecimento de gás.Os parentes tinham entrado para a visita quando o motim começou, às 12 horas do sábado. Os amotinados tomaram 7 agentes como reféns e a guarda da muralha mandou trancar os portões. "Eu estava entrando e voltei correndo", contou Eulina S., mãe de um preso.A tropa de choque da PM foi para o local, com apoio de ambulâncias e bombeiros, e ficou de prontidão para a invasão. A imprensa e familiares que esperavam informações foram afastados do local.No fim da tarde do sábado, depois de quase 30 horas de negociações, os rebelados começaram a soltar os reféns, junto com alguns grupos de visitantes. Os demais foram retidos e passaram a noite ali.DisparosDas 11 penitenciárias que aderiram à rebelião comandada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) no Pontal do Paranapanema, 6 continuavam amotinadas no fim da tarde.Em Junqueirópolis, os guardas da muralha dispararam para evitar uma possível fuga dos rebelados. O motim começou às 7 horas de sábado, quando familiares entravam para a visita. "Foi só tiro e uma bala quase pegou na gente", disse Cleide F., irmã de um preso.Os rebelados subiram no telhado e prenderam faixas na caixa d´água, com os dizeres: "PCC, paz, justiça e liberdade" e "Contra a Opressão".Parentes que tinham viajado de São Paulo, sem poder entrar, acenavam para os presos. Muitos tinham passado a noite na frente da unidade, ao relento. Em Pacaembu, os agentes conseguiram sair quando a rebelião começou.Tropa de choqueA Penitenciária de Marabá Paulista, tomada pelos presos desde sábado, foi invadida pela Tropa de Choque. Os presos atearam fogo em colchões para deter os policiais. Segundo a PM, os três agentes que eram reféns foram libertados sem ferimentos.Havia rebeliões também nas penitenciárias de Assis e Martinópolis. Na Penitenciária 1, de Presidente Venceslau, para onde foram transferidos os 765 presos ligados ao PCC, houve quebra-quebra e todos os vidros foram destruídos, mas os presos foram controlados. O presídio acabara de ser reformado.

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