1932: uma luta pela democracia

Artigo

José Alfredo Vidigal Pontes, O Estadao de S.Paulo

10 Julho 2009 | 00h00

Na noite de 9 de julho de 1932 iniciava-se em São Paulo um movimento armado de contestação à ditadura. Políticos do Partido Democrático exigiam que o Governo Provisório comandado por Getúlio Vargas fizesse a reforma eleitoral e convocasse uma Assembleia Constituinte. Esta também era a posição do Estado e seus diretores Julio de Mesquita Filho e Francisco Mesquita. O apelo às armas justificava-se pelo esgotamento da possibilidade de negociação. Mas as chances eram mínimas. Em 2 de outubro, 85 dias após seu início, a rendição foi assinada. Como dezenas de personalidades paulistas, Julio de Mesquita Filho e Francisco Mesquita foram expatriados a Portugal. Embora derrotados militarmente, os constitucionalistas conseguiram que o Brasil avançasse em direção a uma sociedade mais democrática. Ao se ver afastado dos políticos e cercado pelos tenentes, Vargas buscou reconciliar-se com os constitucionalistas, garantindo as eleições de 1933, concedendo anistia e confirmando a Constituinte. Apesar da vida fugaz da Constituição de 1934, suas conquistas seriam restauradas nas Constituições de 1946 e 1988.

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