2 meses após tragédia em Mariana, grupo vai estudar rios afetados

Equipe instituída pelo Ministério do Meio Ambiente vai avaliar danos, estabelecer diretrizes e acompanhar ações de recuperação

Luci Ribeiro, O Estado de S. Paulo

07 Janeiro 2016 | 09h18

BRASÍLIA - A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, instituiu grupo de trabalho no âmbito do ministério com a finalidade de coordenar a posição ambiental na esfera federal relacionada ao acidente decorrente do rompimento da Barragem do Fundão, localizada no município de Mariana, em Minas Gerais. A decisão está em portaria no Diário Oficial da União (DOU) e ocorre dois meses depois do desastre, em 5 de novembro.

O rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco provocou mortes, destruiu o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, deixou desalojados e gerou um mar de lama que avançou até o Espírito Santo, atingindo rios e praias. O desastre tem sido considerado a tragédia ambiental mais grave do País.

O grupo criado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) vai, especificamente, avaliar os danos ambientais, estabelecer diretrizes e acompanhar as ações de recuperação e revitalização ambiental dos rios Gualaxo do Norte, Carmo e Doce e ecossistemas estuarinos e costeiros atingidos.

Participam do grupo representantes do MMA, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Agência Nacional das Águas (ANA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A coordenação será exercida pelo Ibama.

De acordo com a portaria que criou o grupo, poderão também ser convidados a participar dos trabalhos representantes dos governos dos Estados de Minas Gerais e do Espírito Santo e do Comitê da Bacia do Rio Doce, bem como especialistas em assuntos ligados ao tema. 

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