2ª noite terá as escolas mais tradicionais

Entre elas, Mangueira e Portela, que em 1984 levaram o 1º título da Sapucaí; Imperatriz preparou desfile de luxo

Márcia Vieira e Roberta Pennafort, O Estadao de S.Paulo

23 Fevereiro 2009 | 00h00

O segundo dia de desfiles reúne hoje as duas escolas mais tradicionais do Grupo Especial carioca: Mangueira e Portela. Foram elas que, há 25 anos, na inauguração do Sambódromo, venceram. Naquele ano, o regulamento foi diferente. Cada dia teve uma campeã. Portela venceu no domingo, Mangueira na segunda. Na contagem geral, a Mangueira levou o título de supercampeã. Agora, as duas tentam romper um jejum. A Portela não ganhou mais nenhum carnaval. A Mangueira venceu quatro - o último há sete anos. Portela, a escola do coração de Paulinho da Viola e Marisa Monte, vai cantar o amor na avenida, começando com histórias da Idade Média até chegar aos dias de hoje, passando pela construção do Taj Mahal e os amores efêmeros típicos dos bailes de carnaval dos anos 1950. Para coroar tantas histórias, a escola convidou Luma de Oliveira para rainha de bateria. A volta deve ser gloriosa. Ela não desfila há três anos. Na quadra, em Madureira, Luma ensaiou até coreografia com os ritmistas do mestre Nilo Sérgio. Na Mangueira, o clima no barracão na semana anterior ao desfile não foi animador. Faltou dinheiro. "A Mangueira tem força, independentemente da situação que está vivendo", diz o carnavalesco Roberto Szaniecki. Ele promete compensar a falta do luxo com criatividade para contar a história do livro O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro. A Passarela do Samba leva o nome do antropólogo que comandou a construção do Sambódromo, projetado por Oscar Niemeyer. "Eu fiz miniescolas de samba, com começo, meio e fim, e nuances de verde e rosa", antecipa Szaniecki. Também desfilam hoje Porto da Pedra, que luta para não ser rebaixada, Salgueiro, vice-campeã do ano passado, Viradouro e Imperatriz Leopoldinense. No Salgueiro, o carnavalesco Renato Lage já escolheu o destaque no enredo sobre o tambor: a bateria. "Os ritmistas são os protagonistas do desfile", diz. DELÍRIO Rosa Magalhães, carnavalesca da Imperatriz, que ganhou o Grammy de melhor figurino pela cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos em 2007, preparou neste ano um desfile luxuoso para contar a história de Ramos, bairro onde nasceu a escola. No último carro, promete delirar. "Não sei se vão gostar. É um carro clean com pessoas usando roupas que aparentemente não combinam. Talvez assuste, mas é uma coisa plástica. Representa o delírio." O carnaval de 2009 termina com o desfile da Viradouro. O carnavalesco Milton Cunha assumiu a escola no meio do ano, depois da demissão de Paulo Barros. No enredo sobre a Bahia e biocombustíveis, Cunha criou o carro da moqueca. Uma baiana mexe um panelão com mulheres fantasiadas de camarões. A apuração será na quarta-feira.

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