Governo de Roraima
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‘2018 terá quadro completamente diferente’, diz secretário de RR

Gestão promete reforma e construção de unidades para reduzir déficit de vagas; Diego Bezerra não acredita no risco de novo massacre

Marco Antônio Carvalho, enviado especial de O Estado de S. Paulo a Boa Vista

05 Janeiro 2018 | 03h00

BOA VISTA - O secretário-adjunto de Justiça do Estado de Roraima, o capitão PM Diego Bezerra, disse esperar melhorias significativas no sistema penitenciário ao longo do ano de 2018. Na sua sala na sede da secretaria, vizinha à Cadeia Pública de Boa Vista, Bezerra elenca os motivos que o levam a ter esperanças para o ano que vem: reforma da Penitenciária Agrícola Monte Cristo, retomada da construção da penitenciária de Rorainópolis, construção de um novo presídio nas proximidades da Monte Cristo e reforma do anexo da Cadeia Pública. Tudo isso, conta, deverá reduzir o déficit hoje existente de 1,2 mil vagas. O Estado tem um total de 2,7 mil presos. 

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Ao longo de 2017, as medidas tomadas consistiram em separar as facções, retirando os inimigos do PCC da Monte Cristo. “Hoje, não temos grupos opositores na mesma unidade prisional. Isso facilita o controle e diminui a possibilidade de um novo massacre”, diz. 

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Ele atribui os problemas que persistem na Monte Cristo a “mais de 20 anos de descaso, abandono e falta de investimento na área”. “Não é da noite para o dia que se resolve esse problema”. Sobre a demora em fazer tramitar os convênios com o governo federal para reforma e construção de cadeias, Bezerra diz que “ninguém constroi um presídio da noite para o dia”. “É algo que demora e temos de respeitar o trâmite.”

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Questionado sobre os rumores de preparação para um novo massacre, conforme relatado ao Estado por parentes de presos e um agente penitenciário que trabalha no presídio, o capitão disse que acreditar que as mortes não se repetirão. “É claro que mortes em presídios vão acontecer, aqui em Roraima, como no Amazonas, em São Paulo, nos Estados Unidos. E as mortes vão continuar acontecendo porque infelizmente elas acontecem e acontecem em qualquer lugar do mundo. Seria uma utopia falar que não vai morrer mais ninguém. Vai morrer em Roraima, no Rio, nos Estados Unidos, no Canadá”, diz. 

 

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