25 cidades já anunciaram aumentos de 8% a 13% na tarifa

Levantamento da associação de empresas diz que, se não houvesse reajuste, qualidade do serviço poderia piorar

Eduardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

08 Janeiro 2016 | 22h50

BRASÍLIA - Enquanto as maiores cidades do País têm protestos, a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) alega que a qualidade dos serviços poderia piorar muito se os preços das passagens não fossem corrigidos. De acordo com levantamento da NTU, 25 cidades já anunciaram aumentos nas tarifas de ônibus e metrôs para este ano, com índices médios que variam de 8% a 13%, dependendo da praça.

Para a entidade, a escalada da inflação, a alta do preços dos combustíveis e o represamento tarifário dos anos anteriores justificariam os reajustes. “Muitos municípios não deram reajuste em 2015 e isso causou uma pressão nas empresas que até comprometeu a renovação das frotas. Além disso, o aumento da inflação e dos combustíveis ao longo do ano passado elevou muito o custo da operação”, alega o presidente executivo da NTU, Otávio Cunha.

Economia. Segundo o executivo, os reajustes serão suficientes para cobrir a defasagem dos preços na maioria das cidades onde os aumentos já foram anunciados. De acordo com ele, a alta nas tarifas só não precisou ser maior porque muitos municípios aumentaram a concessão de subsídios e descontos tributários para o setor desde os protestos de junho de 2013.

“Além disso, escapamos da reoneração da folha de pagamento pelo governo federal. Isso significou uma economia de R$ 300 milhões por ano, que significaria em média 1,3% a mais nas tarifas”, acrescentou o presidente executivo.

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