Tiago Queiroz/AE
Tiago Queiroz/AE

25 corpos de vítimas chegam a Noronha; buscas prosseguem

Navios franceses teriam avistado mais corpos de possíveis vítimas no início da área sob controle de Dacar

Agência Estado,

11 de junho de 2009 | 12h10

Os 25 corpos de vítimas resgatados do acidente do Voo 447 já chegaram a Fernando de Noronha. Agora, eles passarão por um processo de pré-identificação. Finalizada essa fase, serão enviados para o Instituto Médico-Legal (IML) de Recife. Até o momento, 41 já foram resgatados. A Marinha e a Aeronáutica informaram em coletiva que embarcações francesas teriam avistado mais corpos. "Vamos esperar que os navios cheguem à área para confirmar", ressaltou o diretor do departamento de Controle do Espaço Aéreo da Aeronáutica, brigadeiro Ramon Borges Cardoso.

 

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O helicóptero Super Puma pousou às 11h45 desta quinta no arquipélago, com os últimos 13 corpos de vítimas do voo 447 que estavam armazenados na Fragata Bosísio. Mais cedo, a aeronave já havia efetuado o traslado de outros 12 corpos. Concluído o transporte, uma helicóptero Esquilo partiu para a fragata, que está a 40 km do arquipélago, levando mais sacos para cadáveres.

 

A estimativa do comando da operação é que os primeiros 12 corpos devem seguir no sábado, 13, para o IML do Recife, para conclusão da identificação e exames que visam a indicar as causas das mortes. Os outros 13 corpos só devem chegar ao Recife no domingo à tarde ou segunda-feira pela manhã. A previsão de término da pré-identificação teve como base o tempo despendido na pré-identificação dos primeiros 16 corpos, que demorou mais que o estimado. A princípio, a Polícia Federal havia calculado um máximo de 24 horas para o trabalho nos 16 corpos. Este tempo foi excedido em quase um dia e eles só foram levados para o Recife, em um contêiner refrigerado, às 21h10 de na quarta-feira, 10.

 

Durante o traslado dos 25 corpos transportados pela fragata Bosísio, o helicóptero da marinha Skilo - equipamento da fragata - se manteve na pista do aeroporto de Fernando de Noronha para facilitar o recolhimento dos corpos pelo Super Puma. No helicóptero, os corpos, envoltos em sacos mortuários, foram acondicionados em uma piscina de plástico, para evitar o escorrimento de líquido na fuselagem do helicóptero.

 

As embarcações francesas teriam avistado mais corpos de possíveis vítimas do Voo 447, no início da área sob controle de Dacar, no Senegal. Cardoso informou ainda que a logística das operações garante, neste momento, que as buscas prossigam pelo menos até o dia 19, mas não há previsão para suspender os trabalhos.

 

Passados dez dias do início das atividades, as aeronaves envolvidas na operação voaram um total de 700 horas. Deste total, a Força Aérea Brasileira cumpriu 597 horas de voo e as aeronaves estrangeiras (EUA e FRANÇA) voaram o restante. As aeronaves C-130 Hércules, C-105 Amazonas e P-95 Bandeirante Patrulha, as mais envolvidas nas missões de busca visual, voaram um total de 490 horas. O R-99, por sua vez, voou 80 horas realizando uma média de três missões de busca eletrônica por dia.

 

Segundo nota divulgada pela Aeronáutica e Marinha, a meteorologia indica que o tempo e a visibilidade deverão comprometer os trabalhos de busca nas proximidades da posição aeronáutica TASIL (no limite do controle de tráfego aéreo sob responsabilidade do Brasil), onde a maior parte das buscas está concentrada. Independentemente das limitações meteorológicas, as buscas serão realizadas em áreas que ofereçam condições de voo visual a baixa altura. As condições do mar são favoráveis, com ondas de até um metro de altura. A corrente marítima mudou do sentido Norte para Oeste, com velocidade de cerca de 1,1 quilômetro por hora. (Equipe AE)

 

Nesta manhã, o navio-patrulha Grajaú atracou em Natal, no Rio Grande do Norte, com 37 destroços do Airbus A330 da Air France. Esse material será encaminhado agora para Recife. Outras peças já recolhidas serão transportadas pela fragata Constituição, que deixará a área de buscas nesta quinta, 11, e deverá chegar ao Recife no domingo, 14. Caso mais corpos sejam encontrados, a fragata os receberá e passará em Fernando de Noronha antes de seguir para a capital pernambucana. Cardoso alertou que o número de destroços avistados vem reduzindo.

 

Doente

 

Dois militares da fragata Ventose, da marinha francesa - um deles com suspeita de meningite - vieram da área de buscas na fragata Bosísio. O militar doente estava acompanhado de um enfermeiro. Ele chegou caminhando, com soro, mas a doença foi logo descartada por um médico da Aeronáutica que o avaliou. Os dois foram levados às 7h15, por um Bandeirante da FAB, para Natal, onde o militar deveria ser atendido em um hospital.

 

(Com Central de Notícias e Angela Lacerda, de O Estado de S.Paulo)

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