3 de fevereiro de 1908

(Lisboa) Reina tranquillidade absoluta em todo o reino, apesar da enorme sensação que produziu o bárbaro attentado que roubou a vida ao rei d. Carlos e seu filho, o infante d. Luiz Felippe. A população da cidade mostra-se consternadissima, tendo o facto provocado a maior repulsa entre os conservadores do paiz. Foram hoje, pela manhan, embalsamados os cadáveres e em seguida expostos ao publico.(Petrópolis) O sr. barão do rio Branco conferenciou hoje com o sr. Affonso Penna sobbre as providencias para a decretação do luto nacional por causa do attentado.

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