3 km da pista nova da Marginal do Tietê serão abertos até outubro

Estado decide inaugurar obra por etapas; Dersa alega que condições técnicas ajudaram a agilizar o trabalho

Renato Machado, O Estadao de S.Paulo

26 Agosto 2009 | 00h00

O governo do Estado de São Paulo decidiu alterar o cronograma das obras da Marginal do Tietê e vai inaugurar por etapas a nova pista - que terá 23 km, três faixas e estará localizada onde antes havia o o canteiro central. Inicialmente, previa-se que a obra por completo entraria em operação em março de 2010 e os complexos de quatro pontes e três viadutos, sete meses depois. Com a mudança, dois trechos - totalizando 3,2 quilômetros de novas pistas - devem ser entregues em no máximo dois meses, até o dia 30 de outubro. Conheça os caminhos alternativos na rota das obras As mudanças no cronograma foram informadas pelo diretor de Engenharia da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), Paulo Vieira de Souza, durante palestra na Comissão de Políticas Urbanas da Associação Comercial de São Paulo. Souza afirma que condições técnicas permitiram avançar os trabalhos com mais rapidez em algumas áreas. "Então, o governador José Serra nos pediu para liberarmos esses primeiros trechos para já melhorarmos a fluidez. E mantemos como prazo final, para a entrega de tudo, março de 2010", diz o diretor. Os dois primeiros trechos a serem entregues estão no sentido Castelo Branco da Marginal do Tietê. Um deles terá 2,2 km de extensão, na região do Piqueri, entre a Ponte da Freguesia do Ó e a passagem elevada de trilhos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O outro terá 1 km, entre a saída da Rodovia Presidente Dutra e a Ponte do Tatuapé. A Dersa não confirmou o cronograma dos outros trechos, mas adiantou que mais inaugurações podem acontecer ainda neste ano. A Dersa afirma que as obras nesses trechos fluíram com mais rapidez, pois não houve "interferências" na área, como fundações de pontes ou tubulações de gás. Fontes ouvidas pela reportagem, no entanto, dizem que o governo também pretende agilizar as inaugurações de trechos mais avançados, para amenizar o impacto que as obras estão provocando no trânsito. O próprio diretor da Dersa admitiu na palestra que os trabalhos provocam congestionamento. "Apesar de as obras serem no canteiro central, muitas pessoas, por exemplo, vão mais devagar para olhar os equipamentos e os trabalhos", diz. Além da ampliação das pistas, as obras na Marginal preveem a construção de quatro pontes - Complexo Bandeiras, Cruzeiro do Sul, Tatuapé e Complexo Dutra/Castelo Branco - e três viadutos, sendo que muitos deles partirão da nova pista central. Segundo Souza, essas obras devem melhorar o trânsito, principalmente na pista local, que hoje é o único acesso para quem quer acessar as pontes. Os estudos da Dersa apontam que atualmente são feitas na Marginal do Tietê 1,2 mil viagens por dia. A grande quantidade de veículos resulta em congestionamento em 70% do tempo. Com a inauguração, o governo estadual pretende reduzir em 35% o tempo de viagem. Os estudos da empresa também fazem uma estimativa da velocidade média na Marginal após a inauguração do Trecho Sul do Rodoanel e da ampliação da Avenida Jacu-Pêssego. Sem a ampliação, a via apresentaria velocidade média de 45,2 km/h em 2010 e 37,4 km/h dez anos depois. A Dersa calcula que a ampliação vai aumentar a velocidade média para 59,1 km/h no ano que vem e, em 2020, ela será de 50,5 km/h.

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