37 mil fãs comemoram 35 anos do Kiss

Show começou com problemas, mas novo guitarrista se destacou nos solos

Jotabê Medeiros, O Estadao de S.Paulo

08 de abril de 2009 | 00h00

Após dez anos sem vir ao País, o grupo americano de hard rock Kiss foi recebido de forma apoteótica por cerca de 37 mil pessoas ontem à noite na Arena Anhembi, em São Paulo. Às 21h35, a cortina preta levantou e o homem da língua de 17 centímetros, o baixista Gene Simmons, mandou um gutural "boa noite, São Paulo" e abriu suas asas de morcego de couro sobre a zona norte, ao som da primeira música da noite, Deuce. "Esperamos um longo tempo para ver vocês, nossa família", disse o guitarrista Paul Stanley, que ficou brincando de despertar rivalidades entre São Paulo e Rio. O som falhou durante a segunda música, Stutter, e mal se ouvia a voz de Paul Stanley.O telão também não estava um primor no início do show, com delays de imagem. Conforme o show transcorria, a performance mostrava que há um novo ingrediente explosivo no som do Kiss, muito mais impactante que o foguetório - o guitarrista Thommy Tayer, integrante novo da banda, fera nos solos. Antes de tocar C?Mon and Love Me, Stanley perguntou à plateia quantos dali possuíam o disco Alive, clássico do grupo e que norteava o repertório. A maioria levantou a mão.Antes do show, a apresentadora Sabrina Sato e um grupo de modelos de biquíni foram ao camarim de Gene Simmons, e ele lambeu o rosto da moça.A banda previa tocar 14 músicas na noite, fechando com 6 canções no bis. O repertório seguia o figurino à risca, com a mesma sequência de Chile e Argentina, onde tocaram antes de chegar ao País. A turnê celebra 35 anos da banda, que toca hoje no Rio, na Praça da Apoteose.

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