Brigada Militar/Divulgação
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4 corpos decapitados são encontrados em carro em Alvorada, no RS

Vítimas eram homens e tinham pés e mãos amarrados, além de sinais tortura; motivação da chacina na região metropolitana de Porto Alegre é investigada

Lucas Azevedo, Especial para o Estado

10 Novembro 2016 | 09h42

PORTO ALEGRE - Quatro corpos decapitados foram encontrados dentro de um carro roubado, na rua Tupã, em uma região residencial do bairro Salomé, em Alvorada, na região metropolitana de Porto Alegre. Testemunhas avisaram a polícia depois que três homens armados foram vistos abandonando o veículo e embarcando em um segundo automóvel.

Os investigadores já identificaram as vítimas, todos jovens: Eduardo dos Santos Salvato Chaves e Emerson Luís dos Santos Pereira, de 19 anos, Éderson Leon de Araújo, de 20, e Bruno Barbosa Ferreira, de 21. Todos tinham passagens pela polícia. Em seus históricos constam crimes como tráfico, roubo, receptação e homicídio.

Os corpos estavam em um Nissan Lifan de cor branca, roubado na semana passada, em Porto Alegre. Três das vítimas estavam no porta-malas e uma, no banco de trás. Todos estavam com pés e mãos amarrados e não tinham ferimentos de tiros.

As principais linhas de investigação da polícia apontam para a possibilidade de a chacina estar relacionada com acerto de contas ou tráfico de drogas. Conforme o delegado da Polícia Civil, André Anicet, existe a suspeita de que os jovens teriam roubado o familiar de um líder de quadrilha, que determinou as execuções de dentro do sistema prisional.

Esse é mais um caso de decapitação em Porto Alegre. Desde o início do ano, já foram registrados mais de dez casos de corpos mutilados encontrados em via pública. A maioria deles, conforme as autoridades, têm ligação com a guerra entre facções.

Reforço. A Força Nacional deverá permanecer no Estado do Rio Grande do Sul para conter a criminalidade, especificamente os crimes contra a vida (homicídios) da cidade de Porto Alegre. O pedido foi feito pelo governo gaúcho ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. 

A decisão foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira. Durante a vigência da portaria, os agentes têm acesso aos sistemas de informação, inteligência, disque-denúncia e ocorrências no âmbito da segurança pública. 

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