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48 presos fogem da Casa de Custódia de Benfica

Quarenta e oito presos fugiram da Casa de Custódia de Benfica, na zona norte, na madrugada de hoje. Os detentos fizeram um buraco no teto de cerca de 50 centímetros e usaram duas cordas para chegar à rua - uma delas foi pendurada na guarita, onde não havia nenhum policial de plantão. Dois PMs foram presos administrativamente. Em maio, a Casa de Custódia de Benfica foi palco do maior massacre já registrado em unidades prisionais do Rio. Numa rebelião que durou 76 horas, 30 presos e um agente foram assassinados.Depois da rebelião de maio, a Secretaria de Administração Penitenciária começou a desativar a casa de custódia, que está passando por reformas para se transformar num Centro de Observação e Reintegração Social, para abrigar presos que estão para concluir a pena. Por causa das obras, os 105 detentos estavam numa galeria do quarto e último andar do prédio. De acordo com o subsecretário de Unidades Prisionais, coronel Francisco Spárgoli, faltavam 90 dias para os detentos ganharem a liberdade. "Provavelmente os que fugiram têm outros crimes pelos quais ainda não foram condenados. Eles tentam escapar antes que esses crimes sejam levantados pela polícia", disse. Spárgoli acredita que houve facilitação da fuga, mas ressaltou que o policiamento externo é de responsabilidade da Polícia Militar.A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária informou que dois PMs que estavam de plantão foram presos administrativamente. Um deles disse que estava no banheiro no momento da fuga e o outro contou que deixou seu posto para checar se a rendição havia chegado. Os nomes deles não foram divulgados.A fuga de hoje foi a terceira registrada no Estado em quatro dias. Na quinta-feira, 69 presos escaparam da 52.ª Delegacia de Polícia (Nova Iguaçu, Baixada Fluminense), depois de escavarem um túnel. Na sexta-feira, 13 detentos da 76.ª DP (Centro de Niterói) abriram um buraco na laje, rastejaram pelo forro e fugiram pelos fundos do prédio. Os dois delegados foram exonerados.

Agencia Estado,

10 de outubro de 2004 | 17h36

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