Aizar Raldes Nuñez/AFP
Aizar Raldes Nuñez/AFP

5 são mortos em tentativa de assalto do PCC a joalheria na Bolívia

3 suspeitos brasileiros, 1 funcionária e 1 policial não resistiram aos ferimentos; outras 10 pessoas foram baleadas

O Estado de S.Paulo

14 Julho 2017 | 09h55

SANTA CRUZ DE LA SIERRA - Uma tentativa de assalto a uma joalheria no centro de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, terminou em tiroteio e na morte de três suspeitos, uma refém e um policial nesta quinta-feira, 13. Outras dez pessoas ficaram feridas pelos disparos, e duas foram presas. Segundo a polícia boliviana, os criminosos pertenciam à facção criminosa brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC).

"São cinco pessoas mortas: uma civil, um tenente (da polícia) e três assaltantes", afirmou o ministro do Interior, Carlos Romero, citado pelo jornal El Deber de Santa Cruz, a 900 quilômetros da capital La Paz.

Já o vice-ministro de Regime Interior, Carlos Aparicio, confirmou ao canal estatal de televisão TVB que os três suspeitos mortos pela polícia são brasileiros.

Romero informou que a mulher morta era funcionária da joalheria Eurochronos. Ela chegou a ser levada a um hospital depois de baleada, mas não resistiu aos ferimentos.

A vítima foi tomada como refém e usada por um dos criminosos como escudo humano, quando o grupo tentava fugir do local, no coração econômico de Santa Cruz, a cidade mais povoada do país, com cerca de 1,7 milhão de habitantes.

Os dez feridos, entre civis e policiais, foram socorridos a hospitais.

PCC na Bolívia

Romero relacionou a tentativa de assalto à ação do PCC, envolvido em outros crimes na Bolívia, como o ataque à empresa Brinks em abril e a outra joalheria.

"O PCC é responsável pelo assalto à Brinks, à joalheria Império e tentaram roubar a Eurochronos", afirmou o ministro ao El Deber.

O caso aconteceu quando um grupo tentou assaltar a loja, mas o segurança conseguiu alertar a polícia.

Os policiais cercaram o local, enquanto os criminosos tentavam fugir, fazendo vários funcionários da empresa como reféns para utilizá-los como escudos humanos, segundo imagens divulgadas por vários canais de televisão.

Houve troca de tiros entre os assaltantes e a polícia.

Após o assalto à Brinks, meses atrás, o governo boliviano anunciou que coordenaria ações com seus pares de Brasil e Paraguai. 

A imprensa boliviana e internautas divulgaram imagens da ação.

Veja abaixo:

/AFP
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