50 ônibus param em corredor viário no 2º dia de greve no Recife

Liminar do TRT determina que 100% da frota opere em horários de pico, mas apenas 71% esteve nas ruas na manhã desta terça-feira

Angela Lacerda, O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2014 | 10h56

Atualizado às 14h20

RECIFE - Depois de um protesto de quase duas horas na Avenida Agamenom Magalhães na manhã desta terça-feira, 29, quando cerca de 50 ônibus pararam nos dois sentidos a via que liga a zona sul do Recife a Olinda , os motoristas, cobradores e fiscais em greve liberaram a via, um dos principais corredores viários da cidade. O trânsito ficou difícil na área, com grande engarrafamento, no segundo dia de greve.

O presidente do sindicato dos motoristas, Benílson Grilo, mostrou-se indignado com a liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a pedido da classe patronal, determinando que 100% da frota circule nos horários de pico, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

"As empresas dos ônibus impedem a saída de todos os veículos para que a gente descumpra a determinação", afirmou Grilo, ao reivindicar o direito de greve. "Se a gente não pode fazer uma greve, para que serve a Constituição do País?"
 
Nesta manhã, 71% da frota circulou pelo Grande Recife, de acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Grande Recife (Urbana). Muitas lojas do comércio não abriram suas portas. Os usuários esperam mais do que o tempo normal nas paradas e disputam espaço quando chega um veículo. No centro da cidade, pouca gente e poucos ônibus. Até o momento não houve registro de depredação de veículos. Nesta segunda-feira, no primeiro dia de paralisação, pelo menos quatro ônibus foram depredados - um deles queimado.

Às 16h, haverá audiência no TRT para tentar uma conciliação. Os trabalhadores querem 10% de aumento salarial e vale-alimentação de R$ 320,00. Eles não aceitaram proposta patronal de aumento linear de 5% nos salários e no tíquete-alimentação, que é de R$ 171,00.

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