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56% dos presos do Brasil são jovens, aponta levantamento

Eles têm entre 18 e 29 anos; maioria também é negra, pobre e de baixa escolaridade, segundo Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), divulgado nesta terça-feira

Rafael Moraes Moura , O Estado de S. Paulo

23 de junho de 2015 | 15h19

BRASÍLIA - Os presos do sistema penitenciário brasileiro são, majoritariamente jovens, negros, pobres e de baixa escolaridade, aponta o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), divulgado nesta terça-feira, 23, pelo Ministério da Justiça.

De acordo com o Infopen, 56% dos presos no Brasil são jovens - eles têm entre 18 e 29 anos, conforme faixa etária definida pelo Estatuto da Juventude. 

O número de jovens no sistema prisional supera a proporção de jovens da população brasileira: enquanto os jovens representam 56% da população prisional, as pessoas dessa faixa etária compõem 21,5% da população total.

"Nota-se que o encarceramento elevado da população jovem é um fenômeno observado em todo o País. Os Estados com menor proporção de jovens presos são Roraima e Rio Grande do Sul, que, ainda assim, têm 47% de sua população prisional composta por jovens. Por outro lado, no Amazonas, no Maranhão e em Pernambuco, aproximadamente, dois entre cada três presos são jovens", destaca o levantamento.

Escolaridade. Segundo o Infopen, dois em cada três presos no Brasil são negros (67% do total). Da população prisional, 31% são brancos e 1% se declaram amarelos.

O levantamento também constatou que é muito baixo o grau de escolaridade da população prisional brasileira: cerca de 53% dos presos possuem ensino fundamental incompleto. A maior parte população prisional brasileira é solteira (57%).

Quanto à situação de estrangeiros privados de liberdade no Brasil, o levantamento aponta que cinco em cada vez estrangeiros presos no Brasil são provenientes de países do continente americano. Paraguai (350 presos), Nigéria (337) e Bolívia (323) são os países com o maior número de presos no Brasil. 

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