60% das peças que a União procura sumiram no Rio

Um dos últimos registros de furto de obras culturais aconteceu em agosto, quando o Museu Paulista (mais conhecido como Museu do Ipiranga), na zona sul de São Paulo, notou a falta de 900 cédulas e moedas raras dos séculos 18 e 19. O setor onde ocorreu o crime, no 1º andar, é restrito a funcionários e pesquisadores. O acervo levado foi avaliado em R$ 566.827,13.Foi o maior assalto desde a criação do museu, em 1893, mas está longe de ser o maior do País. Nem o alvo mais comum: 60% dos bens procurados pelo Iphan desapareceram no Rio.Desde que o Iphan firmou parceria com a Interpol, o primeiro roubo a ser catalogado aconteceu em julho de 2003: cerca de 150 mapas e 500 documentos sumiram do Museu Histórico Diplomático do Itamaraty, no Rio. Em 2004, mais 24 obras desapareceram da biblioteca do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista. Em 2005, foi a vez de a Biblioteca Nacional ficar sem mil fotografias - 28 foram recuperadas.O Rio ficou marcado por outros dois roubos. No ano passado, no feriado de Corpus Christi, sumiram 4 mil peças do Arquivo Geral da Cidade. E no carnaval quatro homens levaram quadros de Picasso, Monet, Matisse e Dalí do Museu da Chácara do Céu.Esse roubo renderia um filme. Aproveitando a saída do Bloco Carmelitas, que enche as ruas de Santa Teresa, quatro homens armados dominaram vigias e levaram as peças.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.