62 pessoas participaram do roubo à Protege

A polícia suspeita que mentores sejam os mesmos do assalto ao BC em Fortaleza, em 2005

Felipe Grandin, O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2014 | 00h00

A polícia concluiu que 62 pessoas participaram do roubo à transportadora de valores Protege na madrugada de terça-feira, na Lapa, zona oeste da capital. Entre os bandidos estariam funcionários da empresa. Há também a suspeita de que os mentores do roubo sejam os mesmos do roubo ao Banco Central de Fortaleza, em maio de 2005. Durante a ação, dois homens foram mortos. Até ontem, apenas dois haviam sido presos. A estimativa é que R$ 20 milhões tenham sido levados pelo grupo, que explodiu a parede de um imóvel vizinho para chegar ao dinheiro. No mesmo dia do assalto, a polícia recuperou R$ 5,1 milhões. Segundo o delegado Ruy Ferraz Fontes, da Delegacia de Roubo a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), um pequeno grupo pode ter planejado os dois crimes e usado pessoas diferentes na execução. Uma das semelhanças entre as ações seria a complexidade e a eficiência. ''''Eles sabiam como fazer'''', disse Fontes. ''''Morreram dois entre 62. É muito pouco.'''' O fato de os bandidos terem muitas informações sobre a empresa reforça a suspeita de que funcionários participaram do crime. ''''A hipótese é muito forte.'''' Ontem, foram divulgados os nomes dos dois presos. Antonio de Jesus Pereira, de 28 anos, e Eduardo Silva, de 32, cumpriam pena por roubo e estavam em liberdade condicional. Segundo a polícia, eles confessaram, mas não identificaram os comparsas. Os dois não teriam participado da organização e só no domingo souberam o local do roubo. Pereira foi o primeiro a entrar no buraco aberto com explosivos na parede da Protege. Silva esperou no carro e ajudou o comparsa a fugir. O motorista receberia R$ 50 mil pelo serviço. O outro ficaria com parte do dinheiro roubado. Os investigadores do Deic chegaram aos bandidos com ajuda da Polícia Federal, que monitorava os dois por outro crime. Eles foram capturados na Avenida do Estado enquanto esperavam para receber o pagamento. O delegado disse que outros membros da quadrilha já foram identificados.

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