700 presos vão trabalhar na construção civil

Cerca de 700 presos que cumprem pena nas duas penitenciárias estaduais de Sorocaba, a 92 quilômetros de São Paulo, estão sendo treinados para trabalhar na construção de casas. O número corresponde a um terço da população carcerária da cidade. Metade desses detentos está sob regime fechado, não podendo sair da prisão para trabalhar, e vai produzir materiais para construção, como blocos e lajes, nas oficinas dos presídios. Os outros presos, do regime semi-aberto, trabalharão na construção das casas, em canteiros de obras da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), órgão que executa a política habitacional do governo. A experiência decorre da promulgação de lei estadual que tornar obrigatório ao Estado oferecer condições de trabalho aos presos.O secretário estadual da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, quer estender a iniciativa a outros presídios. O Estado de São Paulo tem cerca de 95 mil presidiários, mas apenas mil trabalham atualmente. São necessários investimentos em oficinas e no treinamento dos presidiários. Diretores da Fundação Professor Manuel Pedro Pimentel (Fundap), entidade autorizada a assinar contratos para o trabalho de presos, reuniram-se com o deputado Hamilton Pereira (PT), autor da proposta, para discutir o projeto. A Fundap vai buscar outros parceiros, além da CDHU, para aumentar o número de presos em regime trabalhista. O projeto tem apoio de associações de engenheiros e arquitetos, conselhos comunitários de segurança e pastorais carcerárias. Além de receber salários, os detentos têm descontos no tempo de prisão proporcionais aos dias trabalhados.

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