''A comunidade deve se envolver e ter os desejos respeitados''

Projeto inspirado no exterior pretende ser autossustentável e gerar desenvolvimento social e econômico

, O Estadao de S.Paulo

20 de abril de 2009 | 00h00

A recriação do espaço ocupado pelas torres do World Trade Center, em Nova York, a revitalização da região de Kings Cross, em Londres, e da região portuária de Duisburg, na Alemanha, são alguns dos projetos desenvolvidos pelo escritório da Foster + Partners pelo mundo. O arquiteto Brandon Haw, que trabalha com Norman Foster há 20 anos, responsável pelos projetos urbanísticos, é o encarregado de pensar o plano da Diagonal Sul, em São Paulo.Como o senhor enxerga o potencial da região da Diagonal Sul?É imenso. Um crescimento espalhado em regiões sem infraestrutura e sem redes de transporte aumenta a dependência da população e são péssimos modelos a cidades que querem ser autossustentáveis. Por isso, o desenvolvimento da Diagonal Sul, ao lado das linhas de trem, é importante. A área pode tornar-se um marco de revitalização e um novo paradigma, com lições importantes a outras cidades do mundo. Gostaríamos de poder participar com nossos parceiros no Brasil.Como pode ser viabilizado?A comunidade local deve estar envolvida nas discussões e seus desejos respeitados, assim como os empresários, para que o projeto seja viável economicamente. Autoridades municipais precisam definir mecanismos que permitam que uma estratégia coerente seja traçada, definindo um perfil urbanístico claro para amplos espaços. Caso contrário, intervenções isoladas podem criar incoerências. Acesso a transportes e investimento em infraestrutura também são muito importantes.Quais suas inspirações no projeto para São Paulo?Foster + Partners estão trabalhando em dois projetos diferentes que trazem temas semelhantes. Masdar, nos Emirados Árabes, será a primeira região do mundo com zero emissão de dióxido de carbono e sem desperdício de água, mesma filosofia que queremos desenvolver na Diagonal Sul. Outro projeto é Santa Giulia, em Milão, cuja ênfase é a mistura, onde trabalho, moradia e lazer ficam próximos, o que permite desenvolvimento econômico e social da região.

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