À CPI, Jobim critica política de baixo custo das empresas aéreas

Ministro reitera que Anac é responsável por fiscalizar o setor e diz se preocupar com manutenção de aviões

28 Agosto 2007 | 12h29

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, criticou nesta terça-feira, 28, na CPI do Apagão Aéreo, o sistema de baixo custo que está sendo adotado pelas empresas aéreas que têm usado um só tipo de avião com poucos funcionários. Na sua avaliação esta política pode afetar a questão da segurança do sistema aéreo. Em seu depoimento à CPI, Jobim voltou a afirmar que a prioridade de seu ministério é a segurança nos vôos.   Veja também: Congonhas terá 'atolamento' e tela de retenção Jobim reconhece que é difícil encontrar gente para Anac Após Denise Abreu, outro diretor da Anac pede demissão Congonhas não opera em dias de chuva, diz Jobim Tudo sobre a crise aérea  Especial sobre a crise aérea    O ministro afirmou que as tripulações estariam trabalhando no limite de suas condições. Além disso, Jobim disse que a manutenção dos aviões está sendo feita de forma segmentada, rapidamente, em cada aeroporto quando os aviões param. O ministro da Defesa disse que a manutenção dos aviões é uma outra preocupação sua.   Além disso, o ministro da Defesa reiterou que não vai aceitar reconstituição progressiva da sistemática pela qual o Aeroporto de Congonhas funcionava como centro de distribuição de vôos no País (conhecida por hub), como estão tentando as empresas aéreas.   Seu objetivo, afirmou, é garantir "segurança, regularidade e pontualidade" para que as operações sejam feitas com tranqüilidade. "Estamos baixando a temperatura, embora o problema não esteja resolvido. Uma coisa é a segurança objetiva, que é absolutamente necessário. A outra é a necessidade de aumento do grau de sensação de segurança. As duas coisas são fundamentais", afirmou.   Jobim destacou a necessidade de a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) controlar o sistema. "A liberdade tarifária não é arbitrária. Temos que verificar dentro do sistema. As competências da Anac precisam ser definidas. A capacidade está próxima a zero. Precisamos que Anac controle e fiscalize o sistema", afirmou.   Para o ministro, é preciso "desconcentrar os vôos do sistema para voltar às antigas rotas regionais". Jobim afirmou que estimula rotas regionais é "um estímulo à indústria brasileira. De um lado um financiamento que dê espaço aos vôos regionais."   Segundo Jobim, "a Infraero tem a possibilidade de criar subsidiárias e pode ser examinado a forma de ficar com o regime de concessão" dos aeroportos. "Não há segmentação nos aeroportos, não sabe qual tem prejuízo. Não tem a segmentação de aeroportos. Não temos as pistas, que são todas públicas. Temos necessidade de investimento."

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