À CPI, Kersul descarta ranhuras como causa do acidente da TAM

Chefe do Cenipa afasta também a hipótese de inoperância de reversos como motivo da tragédia do vôo 3054

Milton F. da Rocha Filho

26 Julho 2007 | 13h47

O chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), brigadeiro Jorge Kersul Filho, na CPI da Crise Aérea, disse nesta quinta-feira, 26, que três das hipóteses apontadas como causas do acidente com o Airbus da TAM na semana passada são improváveis - a inoperância de um dos reversos, a ausência de ranhuras para escoamento da água na pista e as condições meteorológicas.    Acompanhe ao vivo o depoimento de Kersul à CPI    No caso do reverso, ele explicou que é preciso checar se os manuais do fabricante do Airbus permitem condições de pouso com apenas um dos equipamentos em funcionamento.   O Brigadeiro Jorge Kersul Filho salientou, no entanto, que uma aeronave só é homologada para pousar em uma pista sem a necessidade do uso do reverso. O equipamento, segundo ele, funciona apenas como um elemento de segurança adicional. O Brigadeiro disse acreditar que a falta de um dos reversos pode ter influenciado psicologicamente o piloto, que operava uma aeronave pesada e em situação de chuva.   Mais cedo, Kersul revelou à CPI que a preocupação com a segurança na operação do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, vem desde o final de 2006. Em depoimento à CPI do Apagão Aéreo na Câmara, Kersul contou que no dia 28 de dezembro houve uma reunião sobre o assunto reunindo todas as autoridades aeronáuticas.   Kersul afirmou que a maior preocupação foi a formação de poças de água, devido as chuvas na pista de Congonhas. Naquela reunião, ficou determinado que se deveria medir a água que ficava sobre a pista, para poder determinar o fechamento ou não da operação na pista.

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