A difícil ação do Psiu

Carta 19.395Criaram o Psiu para coibir o barulho, mas o órgão não atende após as 22 horas. É como um restaurante fechar na hora do almoço ou um banco, em dia de pagamento. Eles demoram 10 minutos para atender o telefone, fazem várias perguntas, dizem que farão uma medição no local - e fica nisso. Moro ao lado de um centro (terreiro) e o ruído de batuques invade as noites. Não se consegue dormir.THIAGO SEITYCapital A Prefeitura responde:"Entendo a irritação com o atendimento do Psiu, que está longe de ser compatível com as necessidades de uma cidade como São Paulo. Por uma questão de logística, o Psiu não consegue fazer a vistoria no momento em que o reclamante liga, pois muitas vezes é preciso apoio policial. O planejamento das operações tem de ser feito com antecedência. Mas o órgão tem combatido com rigor o desrespeito à Lei do Silêncio: de 2005 até hoje foram 58.054 vistorias, 1.037 locais multados e 246 interditados ou fechados. O Psiu esteve dia 3/11 às 21h30 no local, multado em R$ 25.044; se o ?centro? não se adaptar à Lei do Silêncio em 60 dias, será interditado. O local já foi multado por falta de alvará de funcionamento, tendo até o dia 14/12 para apresentar a documentação, sob pena de nova multa, com mais 30 dias para se regularizar. Caso isso não aconteça, o estabelecimento será lacrado.Contamos com a compreensão do sr. Thiago e pedimos que continue denunciando situações irregulares onde notar."ANDREA MATARAZZOSecretário das SubprefeiturasCarta 19.396Farmácia e oficinaSou vizinha de uma farmácia de manipulação na Rua Joaquim Távora que funciona até tarde durante toda a semana, e o ruído do equipamento nos impede de dormir. Negociamos com a dona o desligamento dos aparelhos às 22 hs, mas isso nem sempre ocorre. Para driblar as queixas, os aparelhos são ligados de madrugada. Teremos de sair de uma casa que pertence à família há mais de 50 anos? Não somos os únicos a ter esse problema. Uma antiga vizinha vendeu a casa para a farmácia por perder horas de sono, reclamar na Sub Vila Mariana e chamar a polícia.ROBERTA GOLDAMMERVila MarianaA Prefeitura responde:"A senhora não precisa tomar medidas extremas, o Psiu marcou vistoria. Se constatarmos ruído acima do permitido, o dono será multado, para ficar ciente dos transtornos que causa aos vizinhos. Em caso de reincidência, a multaserá de R$ 25 mil (300 UFMs). Paralelamente, o responsável será chamado ao Psiu, para receber dos técnicos orientação de como proceder para respeitar a lei sem incomodar os vizinhos."ANDREA MATARAZZO Secretário da subprefeituras Em 25/6/07, fiz um primeiro pedido de vistoria à Prefeitura do lava-rápido/oficina mecânica da Rua Armando Barreto, que fica ao lado de casa e funciona os sete dias da semana.Os funcionários estão sempre mudando, acho que eles não os registram em carteira, o que também é um problema social. Até ameaça de incêndio já houve no local. Mª AUXILIADORA GODOY CORRÊAJardim ColomboA Prefeitura responde:"Imagino o tormento pelo qual a senhora vem passando. A Sub Butantã autuou o local por falta de licença de funcionamento e por exibição de anúncio indicativo irregular. O responsável terá de apresentar a documentação. Se a intimação não for cumprida, o imóvel será considerado irregular e terá 90 dias para regularizar sua situação. Se não se adequar, será multado e fechado. O Psiu programou vistoria. Caso sejam constatadas irregularidades, o estabelecimento pode ser multado em R$ 25 mil (300 UFMs) e fechado, em caso de reincidência. Ou seja, estamos atentos ao caso."ANDREA MATARAZZOA leitora diz que gostaria de saber como está o processo, pois mais uma vez há novos empregados no lava-rápido dublê de oficina, e o barulho continua.O secretário responde:"O Psiu esteve no local e deu conhecimento ao responsável dos transtornos que causa, esclarecendo-o ainda sobre a lei de silêncio urbano. Por causa da nova denúncia, o órgão programou uma nova vistoria, que poderá ocorrer a qualquer momento. Se o local ainda estiver irregular, será multado. A Sub Butantã informou que o lava-rápido não tem licença de funcionamento, e que há processo de ação fiscal em andamento."Correspondência para São Paulo Reclama: e-mails para spreclama.estado@grupoestado.com.br; cartas para Av. Eng.º Caetano Álvares, 55, 6.º, CEP 02598-900 ou fax 3856-2929, com nome, end., RG e tel., a/c de CECILIA THOMPSON, podendo ser resumidas a critério do jornal. Cartas sem esses dados não serão consideradas. As respostas não publicadas serão enviadas pelo correio.

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