A estreia da geração web

Um dia após completar 16 anos, o estudante do 2.º ano do ensino médio Marcelo Hotimsky tirou título de eleitor. "Venho de uma família politizada", diz. "Quando era criança, ia votar com meus pais e fazia questão de apertar o número dos candidatos."

Lucas de Abreu Maia, O Estadao de S.Paulo

20 de março de 2010 | 00h00

Até agora, 340 mil eleitores de 16 anos e 1,2 milhão de 17 se registraram para votar em 2010. É a geração que nasceu quando a internet chegava ao Brasil, em 1994, e que votará no primeiro pleito em que a campanha poderá ser feita via web.

Para o especialista em campanhas online Moriael Paiva, a nova Lei Eleitoral, que regulamenta campanha pela internet, tem potencial para mobilizar o jovem. Antes, os candidatos só podiam pedir votos nas próprias páginas ou nos sites dos partidos. Agora, campanhas serão feitas em redes sociais, como Facebook, Orkut e Twitter, ou até por e-mail. "O grande ganho desta decisão é permitir que a conversa política esteja onde os jovens estão", opina.

Mariana Pereira, 16 anos, considera "pura inteligência" a presença de candidatos nas redes sociais. E compara essa estratégia à usada pelo presidente Barack Obama nas eleições dos Estados Unidos de 2008. "40% dos meus amigos com 16 anos já têm título e todos estão nas redes sociais."

"Esse é o meio de comunicação ao qual eles estão mais acostumados", diz a orientadora educacional do Colégio Santa Cruz, Kátia Griecco.

Andrés Kapáz, também de 16 anos, ainda não tirou o título: "O voto para a gente é facultativo." O estudante Filipe Natal de Gaspari emenda: "Não me senti estimulado para votar este ano." O prazo para retirar o título a tempo de votar neste ano vai até 5 de maio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.