A fogueira das vaidades das musas do samba do Rio

A duas semanas do desfile principal e após muita intriga, as musas do carnaval do Rio conseguiram delimitar seus espaços. Não foi fácil achar lugar porque as 13 escolas do Grupo Especial, que saem nos dias 18 e 19, mudaram seus critérios e antigüidade deixou de contar ponto. Tanto que Raíssa Oliveira, de 17 anos, há cinco sambando à frente da bateria da Beija-Flor, é a madrinha mais antiga. Viviane Araújo dançou após uma década na Mocidade de Padre Miguel, e Thatiana Pagung assumiu. Na Mangueira, que privilegiava a comunidade, Preta Gil - filha do portelense Gilberto Gil - foi a escolhida. Madrinha não conta ponto e, até há pouco tempo, alguns mestres de bateria achavam que elas atrapalhavam a evolução dos ritmistas. Mas, depois de Lumas e Luizas Brunets, terem se rendido ao cargo, ele ficou mais disputado. Algumas sortudas (e esforçadas) se mantêm. É o caso de Adriana Bombom, mulher do sambista Dudu Nobre, na Portela, Juliana Paes na Viradouro - tão bem-sucedida que Luma de Oliveira já virou passado - e Luciana Gimenez na Imperatriz Leopoldinense. Se bem que, na coletiva do camarote da Brahma esta semana, Daniella Cicarelli fez a inconfidência de revelar um convite da escola de Rosa Magalhães para o cargo. Seu agente chamou-lhe a atenção e Daniella desconversou, dizendo que se confundiu e a escola poderia ser o Salgueiro. Só que a escola de Jorge Ben Jor já trocou a atriz Carol Castro por Gracyane Barbosa, capa da revista Playboy deste mês e dançarina do grupo TchakaBum!. A Unidos da Tijuca mudou a bela Fábia Borges, morena de pernas longas, pela louríssima Adriane Galisteu. Ela sai também à frente da bateria da Acadêmicos da Rocinha, que passeou pelo Grupo Especial em 2006 e voltou para o Acesso A. Houve mudanças também na Acadêmicos do Grande Rio, escola de Duque de Caxias que mais parece o Projac (central de produção da Rede Globo), tal a concentração de estrelas globais. A atriz Suzana Vieira, madrinha de 2006, será substituída pela ex-Big Brother e musa da novela Páginas da Vida, Grazielli Massafera. Suzana vai por perto, no chão, porque gosta de sambar. Já Deborah Secco, que foi madrinha da bateria em 2005, não decidiu se vai em carro ou no chão, mas garantiu presença. Outra escola que trocou as moças trigueiras da comunidade pela lourice das modelos é a Estácio de Sá, que escolheu Elaine Azevedo para madrinha. O Império Serrano, por sua vez, ficou com a mulata Quiteria Chagas, prata-da-casa que também brilha na novela da Globo. A Unidos de Vila Isabel manteve Adriana Perett, mas sambistas da escola dizem que ela morre de ciúmes de Viviane Araujo que, depois do bilhete azul da Mocidade, mudou-se de mala e plumas para lá, onde será destaque. Porque carnaval é assim: se só há lugar para 13 madrinhas, as musas se espalham pelos queijos (aquelas plataformas redondas dos carros) ou no chão entre as alas. Claudia Raia, por exemplo, sempre sai assim na Beija-Flor. As famosas se alternam nas escolas, já que muitas confirmam ou cancelam presença em cima da hora. Por enquanto, o mapa está assim: Carolina Ferraz na Estácio, Karina Bacchi na Portela e Sabrina Sato no Salgueiro. A Vila Isabel deve ter Kelly Key e Leticia Spiller. Isso sem contar as desconhecidas que esperam deixar de sê-lo no sambódromo. Renata Santos, destaque na Porto da Pedra, e madrinha na Unidos de Santa Cruz, que sai no Grupo de Acesso, sábado. Formada em teatro, já fez pontas em produções globais (a minissérie Um So Coração e a novela Celebridade). Na trilha aberta por Luma, aposta no carnaval de 2007 para dar um salto na carreira.

Agencia Estado,

05 Fevereiro 2007 | 10h25

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