A forte influência dos Médicis

O termo mecenato vem de Gaius Mecenas, influente político romano, conselheiro do imperador Augusto (63 a.C. a 14 d.C). Homem culto e amante das letras, ajudou escritores e artistas. O mecenato, porém, ganhou força durante a Renascença, quando pintores, músicos e escultores receberam as bênçãos de reis, homens ricos e poderosos e até de papas. Um deles foi Michelangelo (1475-1564), patrocinado pela família Médici. Os Médicis estão entre os maiores apoiadores das artes na Itália, especialmente em Florença, capital da Toscana. O fundador da dinastia, Cosme de Médici (1389-1464), foi um influente banqueiro e político do século 15. Sob seu governo viveu-se a era de ouro dos Médicis. Neto de Cosme, Lourenço de Médici (1449-1492) manteve a prática do mecenato e foi o mentor de grandes artistas que freqüentavam sua corte, como Botticelli, Verrocchio e Leonardo da Vinci. No fim da vida, inaugurou uma escola de escultura. Lá, um pupilo de 15 anos atraiu sua atenção: era Michelangelo. Ele teve sete filhos, entre eles Giovanni di Lorenzo de Médici, que tornou-se o papa Leão X (1475-1521), outro ilustre conhecido pelo mecenato.

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