A hora de comprar é agora

Ofertas atendem a todos os bolsos, com financiamentos de até 100% do valor do imóvel

Fernando Taquari, O Estadao de S.Paulo

21 de maio de 2009 | 00h00

Para as famílias que sonham com a compra da casa própria, a hora pode ser agora. As ofertas no mercado atendem a todos os bolsos, com financiamentos que cobrem até 100% do valor do imóvel e prazos de até 30 anos. Os interessados terão uma boa oportunidade de fechar negócio durante a quinta edição do Feirão da Casa Própria. O evento, que vai até domingo no Centro de Exposições Imigrantes, no Jabaquara, é a aposta da Caixa Econômica Federal para manter em alta o ritmo de contratação de empréstimos imobiliários. Nos quatro primeiros meses do ano, o banco liberou só no Estado de São Paulo R$ 2,9 bilhões em crédito habitacional, contra R$ 1,3 bilhão no mesmo período do ano passado. Em termos de quantidade, o salto foi de 24.826 unidades, em 2008, para 67.633, em 2009. O bom momento do setor também pode ser medido pelo número de lançamentos de imóveis no primeiro trimestre deste ano na Região Metropolitana de São Paulo. De janeiro a março, de acordo com a Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), foram lançadas 4.925 unidades, sendo 3.154 só na capital paulista. O resultado, em termos de lançamentos e vendas de imóveis, está abaixo do apurado, até agosto, no mesmo período de 2008 - considerado um ano atípico. Os números, porém, revelam uma retomada do crescimento após o agravamento da crise financeira mundial no último trimestre de 2008.Para Sérgio Watanabe, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), ''a crise afetou a construção civil, mas, mesmo assim, dados parciais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que o setor cresceu 8,1% em 2008. Além disso, vemos uma lenta recuperação desde janeiro. E o mercado imobiliário é o principal responsável por isso''. Segundo Watanabe, a criação no País de 40 mil postos de trabalho na construção civil nos três primeiros meses do ano reflete a tendência de recuperação. ''Não é um número significativo. De qualquer forma, parte dos 110 mil empregos perdidos entre setembro e dezembro foi retomada'', observa. Watanabe acredita que o Feirão vem em um bom momento para consolidar o processo de crescimento do setor. As vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo no primeiro bimestre de 2009 também foram inferiores às registradas no mesmo período de 2008. Mas, assim como os lançamentos, o comércio de novas moradias mostra sinais de reação. Em fevereiro, foram comercializadas 1.556 unidades imobiliárias, alta de 39,8% em relação a janeiro. ''Tudo indica que o ciclo de crescimento vai continuar neste ano. Mas teremos como referência o ano de 2006, uma vez que os resultados de 2007 e 2008 são pontos fora da curva'', afirma o presidente do Sindicato da Habitação (Secovi), João Crestana. Para Watanabe, a euforia com o mercado pode ser creditada ao crescimento da economia, com inflação controlada e queda nas taxas de juros. ''Devemos agradecer ao empenho do governo em fazer com que o crédito fosse aplicado no mercado imobiliário. A qualidade do financiamento melhorou, com a ampliação dos prazos contratuais. Isso ajudou as famílias a realizarem o sonho de comprar a casa própria'', diz o presidente do SindusCon.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.