Reprodução/ 'El País'
Reprodução/ 'El País'

A imprensa internacional repercute a ocupação da Rocinha

Ocupação da Rocinha pela polícia foi assunto em jornais dos Estados Unidos, Europa e América Latina

Christina Stephano Queiroz e Gabriel Toueg, do estadão.com.br,

13 Novembro 2011 | 18h45

SÃO PAULO - A ocupação da Rocinha pela polícia foi assunto em jornais dos Estados Unidos, Europa e América Latina neste domingo, 13. A ausência de tiros e de violência na operação e a possibilidade de um cenário mais seguro durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas foram alguns dos aspectos mais destacados. Leia a seguir alguns exemplos.

 

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O jornal espanhol El País enfatizou o fato de que a polícia ocupou a Rocinha com um aparato de guerra, porém que não foi necessário disparar sequer um tiro. Além disso, questionou o fato de que, já que a ocupação foi pacífica, poderia ter sido feita antes. Mas elogiou que, com a ocupação, "fica definitivamente fechada a faixa de segurança das zonas no centro e no sul do Rio de Janeiro, áreas que serão as mais expostas ao turismo e ao escrutínio internacional nos próximos cinco anos". O também espanhol El Periódico destacou a operação pacífica e também abordou a falta de urbanização da favela, onde a ausência de estrutura faz com que "apenas 30% dos moradores recebam cartas".

 

O diário britânico The Guardian também elogiou a ausência de tiros na operação. Destacou ainda as instalações com piscinas, jacuzzis e churrasqueiras nas casas luxuosas dos traficantes, em meio à miséria da favela. A preocupação da comunidade com uma possível ação violenta da polícia durante a ocupação foi um dos assuntos destacados pelo jornal norte-americano New York Times. O jornal explicou que a iniciativa pacífica foi possível devido a meses de trabalho de inteligência da polícia e também graças à prisão de Antônio Bonfim Lopes "o senhor das drogas conhecido por ‘Nem’, que efetivamente controlava a Rocinha".

 

O jornal norte-americano The Washington Post disse que os esforços para pacificar a "maior favela do Brasil" vão ao encontro da estratégia do país de "se consolidar como uma potência econômica, política e cultural". Enfatizou ainda a preocupação dos moradores com relação à situação da favela nos próximos meses. Na matéria sobre a ocupação, o jornal francês Le Monde enfatizou em seu blog que as favelas da Rocinha e do Vidigal são mais urbanizadas do que outras da cidade, devido ao tráfico de drogas que ocorre nas áreas. O jornal também destacou a proximidade da conferência sobre sustentabilidade "Rio+20", que acontece no ano que vem, como parte dos argumentos da polícia para realizar a operação.

 

A rede de televisão árabe Al-Jazira, do Catar, destacou a importância da ação para a segurança da Copa e das Olimpíadas. O jornal israelense Haaretz também deu detaque ao assunto, em sua edição em hebraico, mencionando que se trata de "uma das intervenções de maior envergadura contra as gangues na cidade".

 

O diário argentino Clarín destacou o sucesso da missão e o fato de a comunidade pendurar bandeiras brancas nas janelas antes de a ocupação ser concluída. E o venezuelano El Universal disse que, apesar de a polícia já ter ocupado 18 favelas nos últimos três anos, a ocupação da Rocinha foi o primeiro grande passo para recuperar a segurança na cidade e controlar o narcotráfico.

 

A Rede de televisão norte-americana CNN destacou a atuação pacífica dos policiais e disse que as ‘Imagens de helicópteros e blindados na favela eram impressionantes’.

 

 

Com equipe da Internacional

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