A maldição de Dunga

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Tutty Vasques, O Estadao de S.Paulo

21 de novembro de 2008 | 00h00

Ainda bem que Vanderlei Luxemburgo não recorreu ao guru de famosos como Pedro Paulo Diniz e Fernanda Lima, o tal de Cristóvão Oliveira, que esta semana virou caso de polícia na Grande São Paulo. Diarréia, cólicas, desidratação e confusão mental - sintomas manifestados em seguidores do "mestre" -, francamente, seria só o que faltava neste finalzinho de temporada do técnico.O inferno astral de Luxemburgo começou há menos de um mês, justo quando o Palmeiras disputava a liderança do Brasileirão e seu técnico já dava entrevistas como sucessor de Dunga na Seleção Brasileira. Foi aí que começou a tomar uma surra atrás da outra. Apanhou feio do Fluminense, do Grêmio, do Flamengo e da Mancha Verde - não necessariamente nesta ordem -, mas nenhum desses tombos provocou-lhe tanta dor de cotovelo quanto o Brasil 6 x 2 Portugal. Aquilo foi um soco no olho grande do Luxa.Uma coisa não se pode negar: "o trabalho", como Dunga não se cansa de lembrar, "está sendo bem feito". Ah, isso tá! MODO DE DIZER''A Nossa Caixa agora é vossa!''José Serra, cumprimentando Lula logo após o anúncio da compra pelo BB do banco do governo do Estado de São PauloEx-irmão: pior que ex-maridoA tese de que o ex-marido de Madonna era o maior canalha em família foi demolida pelo irmão da cantora, que esta semana a chamou de "tirânica e ridícula" em entrevista a uma revista gay italiana. Tem coisa pior?Agenda positiva Nunca na história deste país um filme de Woody Allen teve tanto público na estréia quanto o registrado no lançamento de Vicky Cristina Barcelona. Essas coisas a oposição não vê. Ô, raça!É grave a crise!Como se não bastasse a incômoda retração do PIB, a indústria japonesa acaba de lançar no mercado o sutiã para homens, com objetivo de despertar no usuário um sentimento "delicado". Francamente, né não?Puro preconceitoTem coisas que só acontecem com o Celso Pitta: Pelé foi praticamente de pijama ao jogo da Seleção, em Brasília, e ninguém levantou a hipótese de ele ter comprado o figurino na Rua 25 de Março. Fafá é inocente!Esta coluna foi injusta com Fafá de Belém ao responsabilizá-la pela execução do Hino Nacional no último desastre da Seleção em jogos no Brasil. O intérprete escalado para aquele 0 a 0 com a Colômbia (dia 15 de outubro, no Maracanã) foi o violonista Allyrio Mello, substituído às pressas esta semana por Zezé di Camargo, quando a sorte do time de Dunga mudou da água pro vinho. Enfim, se tem algum pé-frio nessa história, continua sendo o Galvão Bueno.

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