A moda em todas as cabeças

Boina, panamá, aba larga... Chapéus caem no gosto dos fashionistas

Valéria França, O Estadao de S.Paulo

22 de janeiro de 2009 | 00h00

Hit do verão, o chapéu continua em alta no inverno, pelo menos nas coleções da São Paulo Fashion Week. A primeira a incluí-los na coleção foi Priscila Darolt, que apresentou no domingo casquetes, desenhadas por Victoria Grant, a estilista dos chapéus da Rainha Elizabeth, da Inglaterra. Hoje, foi a vez das grifes OEstudio, Ellus, Wilson Ranieri e V.Rom. OEstudio apostou em modelos de abas pequenas - um deles era uma mistura de boné com chapéu feito de novelos de fios de algodão branco. Já a Ellus apostou no western preto. "É uma peça indispensável no inverno, principalmente nos dias mais frios, de vento e garoa", diz a estilista Anne Gaul.E, apesar de o brasileiro não ter o hábito de usar chapéu, Gaul acredita que a moda está começando a pegar. E, se for tomar o verão como medida, a estilista está certa. Nas faculdades, os estudantes aderiram a todas as versões de boinas.Divas como a primeira-dama francesa, Carla Bruni, aderiram ao modelo panamá, aquele de palha nobre, mole e com fita. Ela chegou a posar com um desses para fotos no início de janeiro, quando esteve no Brasil.Nos corredores da Fashion Week, a stylist Regina Guerreiro só foi vista circulando de chapéu. No desfile da Iódice, ontem, os convidados da primeira fila ganharam de brinde chapéu de abas largas feito de palha. Dentro vinha um lenço de seda para quem quisesse enfeitá-lo. Alguns convidados aderiram à ideia e usaram com lenço. "Não é todo mundo que se sente à vontade para usar chapéu na cidade, mas entre os mais ousados e estilosos a moda já emplacou", diz a stylist Paula Lang, que também comprou um para se proteger do sol de verão."Nos arredores da minha casa, nos Jardins, já vi mulheres fazendo compras usando um Panamá."Dono de uma chapelaria aberta na década de 50, na Rua Augusta, região central de São Paulo, Maurice Plas, de 87 anos, comemora a nova mania que fez seu negócio voltar a crescer. "Quando abri loja, a minha clientela era principalmente formada por ingleses e franceses." Com o passar do tempo, o chapéu deixou de ser um acessório obrigatório e Plas passou a produzir roupas de época para o cinema, teatro e editoriais de moda. Hoje, o ramo voltou a ser promissor. "No mês passado, fiquei sem estoque. Devo isso aos jovens, que viraram meus principais clientes."

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