A musa das passarelas conquista as donas de casa

Ela é loira, linda e simpática: Ana Hickmann brilha na TV e nos negócios

Valéria França, O Estadao de S.Paulo

19 de janeiro de 2008 | 00h00

Imagine que você esteja no supermercado fazendo compras e na sua frente apareça uma loira de 1,85 metro de altura, olhos azuis e cabelos lisos. Tem mais. Além da estatura e beleza pouco comuns, a moça ainda seria solícita, falante e famosa. Dona de todos esses quesitos, a gaúcha Ana Hickmann, de 26 anos, ex-modelo e apresentadora de TV, costuma deixar os homens sem palavras e as mulheres impressionadíssimas. No comando do programa de variedades Hoje em Dia, da Record, há dois anos, a bela ganhou popularidade. E hoje, dá autógrafo para fãs de todos os tipos, da aspirante a modelo até donas de casa.A conquista da popularidade tem a ver com o bom desempenho do programa, que já incomoda bastante o concorrente direto, o Mais Você, ancorado por Ana Maria Braga, da Rede Globo. No segundo semestre do ano passado, os dois programas tiveram praticamente a mesma audiência. Alcançaram uma média que variou entre 6 e 6,5 pontos no Ibope. Antes de a ex-modelo entrar no programa, o Hoje em Dia tinha uma média de 3,3 e o Mais Você, 11. Fala-se agora na reformulação do programa de Ana Maria Braga. "Desde que fui para a TV, as pessoas começaram a me reconhecer na rua. Dou autógrafos com prazer. É o mínimo que posso fazer pelo público que me assiste todos os dias de manhã", diz. É possível, sim, encontrar Ana em lugares comuns de São Paulo, como no supermercado. A apresentadora também pode ser vista comprando no Shopping Iguatemi, na zona sul. "A Ana é uma das poucas mulheres que são mais bonitas pessoalmente do que nas produções de revistas. Conheço apenas três modelos assim: a australiana Elle McPherson, a americana Cindy Crawford e a Ana", diz Alexandre Corrêa, de 36 anos, ex-modelo, casado com Ana há sete anos. Por causa do sucesso na TV, Ana agora prefere os horários mais alternativos. "Não dá mais para ela ir ao supermercado no meio da manhã, por exemplo. Por causa do assédio, as compras duram horas. Minha irmã não tem tempo", diz Fernanda Hickmann, de 25 anos, que é muito parecida com a irmã, só um pouco mais baixa. Virou sua assistente pessoal. Para dar conta dos compromissos, Ana tem hoje um grande time de assistentes. Corrêa cuida das marcas licenciadas. São 12 os produtos que levam a assinatura de Ana, entre eles jeans, malharia e biquíni. O marido também se responsabiliza pelos grandes contratos de publicidade, como o do Bradesco, para quem Ana trabalha como garota-propaganda. Há ainda um assessor de imagens e eventos, e uma equipe contratada de maquiadores e estilistas. "Quando ela entra para fazer um trabalho, controlamos tudo, do tom da maquiagem à aprovação do produto final, sejam fotos ou filme", diz Cláudia Helena Santos, consultora de imagem. Na Record, Ana virou rainha. Seu camarim na emissora parece um apartamento de 60 metros quadrados. Amplo e bem decorado, tem um closet para as roupas, uma sala que também funciona como escritório para onde ela levou seu i-Mac, e o camarim propriamente dito. Não há nada fora do lugar. As prateleiras são organizadas com grandes caixas decoradas, muitas delas rosas. "Foram presentes da minha sogra", diz. Mesmo assim, ela se desculpa "pela bagunça". "Não sabíamos se ela conseguiria dar essa virada na carreira", diz Corrêa. Segundo ele, houve momentos de dúvidas e crises. "Muitas vezes, ela chegou chorando em casa, porque o trabalho não tinha saído como ela gostaria." Ana chegou a contratar um coach para aprender as técnicas da TV. Também teve aulas com uma fonoaudióloga para educar a voz e melhorar a dicção. "Como a Ana viveu muitos anos em Nova York, ela ficou com o português prejudicado", diz Corrêa.Ana já virou xodó da equipe do programa. O dia do seu aniversário, 1º de março, virou happening na emissora. "Na verdade, eles aprontam. Colocam meu presente sempre num lugar absurdo. Em 2006, tive de escalar a antena da emissora e, no ano passado, atravessar uma passarela estreita que ligava dois guindastes de 40 metros de altura", conta Ana, que foi içada até lá e, com capacete e cordas de segurança, equilibrou-se pela ponte até pegar o presente. Sem perder o bom humor. "Era uma fita com meus melhores momentos. Achei lindo. Também ganhei um anel", diz ela, mostrando uma aliança de ouro cravejada de brilhantinhos, que usa no polegar. Ana, aliás, sempre foi ousada. Quando desfilou a primeira marca de biquíni que desenvolveu para um desfile de Amir Slama, sócio da grife Rosa Chá, entrou na passarela enrolada numa cobra. "Adoro serpentes. Fui pessoalmente achar uma criada no cativeiro. Nem lembrei dela durante o desfile."

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