''A população pede, e o resultado vem''

ENTREVISTA

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

16 Setembro 2011 | 00h00

Gastão Vieira, ministro do Turismo

O novo ministro do Turismo admitiu que emendas de turismo são usadas para construção de praças em "cidades onde não há lazer". Mas disse que agora, no comando da pasta, deve rever esse tipo de ação.

O sr. apresentou emendas para cidades onde foi o mais votado. Isso teve peso?

É evidente. Fui o deputado mais votado do Maranhão em função do meu trabalho. Minhas emendas são destinadas para os municípios e a votação é a consequência. Você trabalha, a população pede, fica satisfeita, e o resultado vem. Essa é a vida de um parlamentar. Não há outra razão para alguém ser parlamentar a não ser beneficiar a população onde ele tem a sua base política, para que essa população o mantenha como seu bom representante.

Mas um parlamentar não teria de se preocupar com o Estado todo, ou com o Brasil todo?

Com o Brasil, não. Eu sou um deputado que trabalha para o Estado. Só na área de educação o Maranhão já vai passando aí de 18 IFETs (Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia). Isso é um trabalho a que eu me dedico em vários municípios, muitos dos quais onde nem sequer faço política.

O sr. atribui a seu trabalho a instalação de institutos que são do Ministério da Educação?

Ao meu trabalho. Trago dados, o número de alunos que estão no ensino médio, com ensino médio concluído. Se a prefeitura não doar o terreno, não tem como o ministério construir. Aí a gente corre atrás do prefeito.

O sr. só apresentou emendas de turismo para municípios com vocação turística?

Olha, dentro do meu entendimento. O prefeito diz: o meu município não tem uma praça, um lazer. Aí o Ministério do Turismo financia praça, então eu posso fazer uma emenda para ele. Tudo com o custo compatível. Eu procuro manter essa coerência.

Na sua futura gestão o Ministério do Turismo deve continuar a financiar praças?

Eu acho que não.

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