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A religiosos, papa faz apelo por mudança de atitude da Igreja

Pontífice pediu que religiosos se aproximem das periferias e dos jovens

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

27 Julho 2013 | 09h50

RIO - O papa Francisco pediu a bispos e sacerdotes que deixem suas paróquias e ganhem as periferias para pregar e levar a mensagem da Igreja. Durante missa na Catedral Metropolitana do Rio, neste sábado, 27, o pontífice fez um apelo para uma mudança de atitude da Igreja. A cerimônia foi apenas para religiosos que participaram da Jornada Mundial da Juventude. "Não podemos ficar encerrados na paróquia, nas nossas comunidades, quando há tanta gente esperando o Evangelho", disse. "Não se trata simplesmente de abrir a porta para acolher. Mas de sair pela porta fora para procurar e encontrar", alertou.

Como já vem indicando em praticamente todos seus discursos, o papa voltou a insistir para a importância de a Igreja atuar entre os mais pobres, de chegar às periferias. "Decididamente, pensemos a pastoral a partir da periferia, daqueles que estão mais afastados, daqueles que habitualmente não frequentam a paróquia", declarou. "É nas favelas, nas Villas miserias (equivalente às favelas na Argentina), que nós devemos ir procurar e servir a Cristo", disse.

O papa ainda voltou a pedir para que os sacerdotes não se esqueçam de que têm a missão de evangelizar. "É nosso compromisso ajudar a fazer arder o desejo de serem discípulos missionários de Jesus", disse. Para ele, não é necessário sair de seus países para cumprir a missão. "O primeiro lugar onde evangelizar é a própria casa", disse, em relação ao batizado. Trabalho, amigos e família". Educar para essa missão, segundo ele, é fundamental. "Eduquemos para o jovem para a missão, para sair", insistiu.

Em uma catedral lotada, ele ainda insistiu que a Igreja não pode repetir a cultura do "descartável" na sociedade, excluindo jovens e idosos. Para ele, sacerdotes precisam ir também contra a corrente de "eficiência e pragmatismo". "Solidariedade e fraternidade são os elementos que tornam a nossa civilização verdadeiramente humana", insistiu, apelando que religiosos sejam seja servidores da comunhão e da cultura do encontro.

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