Abadía fraudava passaportes com carimbos europeus, diz PF

Carimbos de outros países europeus serviriam para despistar sobre a autenticidade dos passaportes

Rodrigo Pereira, do Estadão,

13 de agosto de 2007 | 11h52

O megatraficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía, preso na Grande São Paulo, na semana passada, mantinha um esquema especial de falsificação de passaportes. Com o intuito de enganar as autoridades aeroportuárias, o traficante fraudava registros de entrada e saída de países europeus. A informação foi revelada pela Polícia Federal, nesta segunda-feira, 13. A polícia descobriu o esquema depois de uma nova operação, na madrugada do sábado, em uma das casas do megatraficante, em Jurerê Internacional, condomínio de alto padrão em Florianópolis. Lá, a PF encontrou quatro passaportes falsificados, dois venezuelanos e dois argentinos, usados pelo traficante e pela mulher dele. Além dos passaportes, os policiais também encontraram 158 mil euros escondidos dentro da casa. O megatraficante foi transferido, no sábado, para o Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, conduzido sob forte esquema de segurança. Antes de ocupar uma das 208 celas padronizadas, cada uma com sete metros quadrados contendo cama, mesinha, banco, prateleiras, lavatório e vaso sanitário feito de concreto, Abadía teve a cabeça raspada e vestiu o uniforme de preso. Nessas unidades, cada detento fica numa cela sozinho. É vedado a entrada de pertences pessoais, inclusive sapatos ou chinelos. A cela ocupada pelo colombiano, fica no mesmo setor onde está preso Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, que estava no Presídio Federal de Catanduvas (Paraná) desde 2006 e foi transferido para Campo Grande, em julho deste ano. Na mesma ala está também, José Reinaldo Girotti, mentor intelectual do roubo no Banco Central de Fortaleza (CE), ocorrido em 2005, transferido para Campo Grande, depois que sofreu agressões em Catanduvas. Atualmente, 156 detentos estão no Presídio Federal de Campo Grande, inaugurado no dia 21 de dezembro de 2006. Os presos têm assistência médica, hospitalar e judiciária no local e quatro refeições diárias, sendo café da manhã, almoço, jantar e à noite a ceia, supervisionadas por nutricionistas. Além disso, os presos semi-alfabetizados ou analfabetos, recebem aulas de professoras da Secretaria Estadual de Educação.  O Presídio de Campo Grande, custou R$ 25 milhões. Tem 200 câmeras de monitoramento, além de nove detectores de metais e dois aparelhos de raios X.  (Colaborou João Naves, do Estadão)

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