Abandonado, piscinão de Ramos vira poça de lama

O piscinão de Ramos, lago artificial na zona norte da capital carioca, que foi o orgulho do ex-governador Anthony Garotinho, caiu no abandono. Desde novembro a água não é renovada e o fundo do tanque está coberto por lodo. O mau cheiro da água e a violência na região afastam os banhistas e causam prejuízos para os comerciantes. ?Não existe mais piscinão. Agora é só uma poça de lama?, define a auxiliar de serviços gerais, Regina Célia Gomes de Barros, de 37 anos. ?Essa água dá até coceira?. Nem de longe o piscinão de Ramos lembra o prestígio de outras épocas, quando era cenário de novela das oito, mereceu ter entre seus banhistas o então governador Garotinho para o revéillon de 2002. O ostracismo é percebido nas areias vazias, nos quiosques e barraquinhas fechados e até nas estatísticas do Corpo de Bombeiros. A média de salvamento de 60 afogados no fim de semana caiu para oito no mês. A situação de abandono do lago começou em março com o fim do convênio entre a organização não-governamental Viva Rio e o governo do Estado para administrar os recursos da Petrobras para manter o tanque. O contrato com a estatal também termino e até agora não foi renovado. A assessoria da Petrobras informa que os patrocínios estão sendo revistos e ainda não há data para assinar novo acordo. Já a assessoria da Secretaria de Estado de Meio Ambiente diz que o convênio está garantido e a assinatura sairia até o fim da semana. O governo promete iniciar nesta quarta-feira a limpeza do piscinão. O secretário Luiz Paulo Conde informou pelos assessores que só falará amanhã sobre o assunto. Para o secretário-executivo da ong Os Verdes, Pedro Eduardo Graça Aranha, os R$ 18 milhões pagos pela Petrobras para construir o piscinão como compensação pelo vazamento de 1,29 milhão de litros de óleo na Baía de Guanabara foram mal empregados. ?Em vez de investir em prevenção de acidente e na despoluição da baía, fizeram obras de fantasia. Passados 11 anos do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara, nada mudou?.

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