ABC ficará de fora da primeira fase do projeto

Sistema já bastante utilizado em grandes metrópoles como Nova York, Seul e Madri, o Bilhete Integrado Metropolitano (BIM) deve iniciar as operações excluindo a região do ABC, com mais de 2,3 milhões de habitantes. Isso porque não há previsão de adesão da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU) ao sistema numa primeira fase de implementação. Os trólebus cruzam Diadema, São Bernardo do Campo e Santo André, no chamado corredor ABD. Também é necessário que empresas de transporte coletivo da região mostrem interesse no projeto.O prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, vê com bons olhos o início do processo para escolha da empresa que vai operar o BIM, mas pede que o benefício seja estendido para todas as cidades da Região Metropolitana de São Paulo. "É muito importante essa proposta. Mas seria interessante que o bilhete integrado chegasse a todos os municípios da Grande São Paulo", afirma.Já o prefeito de São Caetano do Sul, José Auricchio Júnior, também presidente do Consórcio Intermunicipal do ABC, que reúne os sete prefeitos da região, disse que a cidade está preparando a integração ao Bilhete Integrado Metropolitano (BIM) com a criação do bilhete eletrônico local. "Por coincidência, hoje tivemos uma reunião e vamos colocar um projeto piloto na rua em 30 dias. Se tudo der certo, em quatro ou seis meses toda a cidade estará com o novo sistema", afirma Auricchio.A Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos informou por meio de sua Assessoria de Imprensa que a espinha dorsal do sistema de operação do BIM está praticamente pronta, restando apenas ouvir a opinião pública para concluir o texto do edital de licitação, que será divulgado em julho.A adesão da EMTU ao BIM também está prevista, assegura a secretaria. Só não integra esta primeira fase de implementação porque a empresa não faz parte do bilhete único da cidade de São Paulo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.