Aberta sindicância para apurar prisões de magistrados

O corregedor nacional de Justiça, Antônio de Pádua Ribeiro, abriu uma sindicância para apurar os fatos que resultaram na prisão de magistrados durante a Operação Hurricane (Furacão) da Polícia Federal realizada nesta sexta-feira, 13. Pádua Ribeiro pediu ao ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que forneça cópia de todo o inquérito que investiga supostas irregularidades, dentre as quais, lavagem de dinheiro. Na portaria em que tomou a decisão de abrir a sindicância, o corregedor disse que levou em consideração as notícias divulgadas pela mídia sobre a prisão dos magistrados. Integrante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ribeiro disse que é necessário identificar os juízes envolvidos nos fatos apurados pela Operação Furacão. No documento, o corregedor observou que os "fatos podem configurar infração disciplinar". Ele citou a Lei Orgânica da Magistratura Nacional que prevê como deveres dos juízes "manter conduta irrepreensível na vida pública e particular". Se forem considerados culpados em um eventual processo administrativo, os magistrados podem ser punidos, no máximo, com aposentadoria compulsória. Entre os 25 presos desta sexta-feira pela operação da PF no Rio estão o desembargador federal José Eduardo Carreira Alvim, que até quarta-feira ocupava a vice-presidência do Tribunal Regional Federal do Rio, e o procurador regional da República João Sérgio Leal Pereira. Foram detidos também outro desembargador federal - José Ricardo Regueira -,a corregedora da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Suzi Pinheiro Dias de Matos e a cúpula do jogo do bicho no Rio: Aniz Abrãao David, o Anísio da Beija Flor, Antônio Petrus Kallil, o Turcão, e Airton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães.

Agencia Estado,

13 Abril 2007 | 18h21

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