Aberto processo contra 7 acusados de integrar máfia dos cemitérios

O juiz Dácio Tadeu Viviani Nicolau, da 29ª Vara Criminal Central, recebeu denúncia do Ministério Público e instaurou processo contra sete pessoas acusadas de manter a máfia dos cemitérios que agia no Serviço Funerário da capital entre 1993 e 1999 ? um esquema que arrecadava US$ 1,5 milhão mensais.O juiz considerou que existem ?indícios de ocorrência dos crimes e autoria suficientes? para a instauração do processo. Passam a ser réus ? e serão interrogados em julho por concussão (extorsão praticada por funcionário público) e formação de quadrilha ? o ex-superintendente do Serviço Funerário Ignazio Gandolfo, o ex-chefe de gabinete Carlos Eduardo Giosa, e os funcionários Ronaldo Polido Padilha, que controlaria a arrecadação ilícita, Raul Marceno, chefe da central de atendimento para os pedidos de flores, e os agentes Agnaldo Augusto dos Santos e Valdemir Caetano da Silva, que lideravam os atendentes responsáveis pela venda de flores e caixões.A máfia exigia das floriculturas consorciadas 32% de tudo o que vendessem e ainda cobrava 45% mais que o mercado, prejudicando as famílias dos mortos. O sétimo acusado é o doleiro Antonio Oliveira Claramunt, o Toninho Barcelona, que manteria uma conta para receber o dinheiro e controlaria os pagamentos. Ele está foragido desde 10 de março, quando teve a prisão decretada pela Justiça Federal, acusado de movimentar cerca de US$ 2 milhões por dia, por meio de uma instituição financeira clandestina.

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