Abertura do Fórum Social já terá protestos de rua

Nesta quinta-feira, dia de abertura do Fórum Social Mundial, tem pelo menos dois protestos programados, uma polícia atenta a possíveis outras manifestações e uma caminhada oficial, com milhares de participantes do evento, que vai concentrar-se no Largo Glênio Peres, no centro, e percorrer a avenida Borges de Medeiros entre as 17h30min e as 19 horas. O final da marcha será no anfiteatro Pôr-do-Sol, ao ar livre, onde haverá shows de bandas locais.Os organizadores do Fórum Social Mundial esperam que a marcha oficial seja pacífica. O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre promete um ato público de repúdio à Alca e ao massacre de inocentes no Afeganistão e de apoio à intifada palestina e às propostas de anistia da dívida externa, ao meio-dia, na esquina das ruas General Câmara e Sete de Setembro. Em vez de queimar a bandeira norte-americana, como no ano passado, os manifestantes vão destruir um papel simulando uma nota de dinheiro gigante, com um dólar desenhado de um lado e um euro no outro.Também vão bater em panelas para criar um elo de ligação com as manifestações que vêm ocorrendo na Argentina. Ao mesmo tempo, a três quadras de distância, na Esquina Democrática, os servidores da Polícia Civil protestam contra a política de segurança pública do governo do Estado e pedem melhores condições de trabalho e aumento de salário.Os policiais consideram-se desrespeitados por atitudes como a do secretário de Segurança, José Paulo Bisol, que disse, nesta semana, que, se eles quisessem prender traficantes, teriam que prender a si mesmos.Não estão anunciados, mas causam preocupação aos organizadores os possíveis protestos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Via Campesina, do francês José Bové. Outras organizações, como a Ação Global dos Povos, o Centro de Mídia Independente e grupos anarquistas, podem promover bicicletadas, festas de rua e bloqueios ao trânsito. Uma nota divulgada pelo site do Centro de Mídia Independente convoca panelaços para o sábado e domingo, em solidariedade ao povo argentino e simultâneos a manifestações semelhantes previstas para Nova York, local do Fórum Econômico Mundial deste ano, e diversas cidades européias e canadenses.

Agencia Estado,

30 de janeiro de 2002 | 19h59

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