Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

ABL decreta luto por morte de Ivo Pintanguy

Cirurgião desenvolveu técnicas inovadoras e atendia população carente; ex-alunos criaram associação

Suellen Amorim/Especial para O Estado - Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

07 de agosto de 2016 | 12h18

A Academia Brasileira de Letras (ABL) lamentou neste domingo (7) a morte do  cirurgião Ivo Pitanguy e exaltou sua participação na instituição, que o médico integrava desde 1991. Em nota, o Presidente da ABL Domício Proença Filho, informou  que recebeu a notícia em missão oficial nos Estados Unidos, onde está em viagem. Ela afirmou no texto que o médico era “uma raríssima figura humana, aberta plenamente à doação dos seus saberes e de sua alta competência”. Proença Filho determinou luto oficial de três dias, com o hasteamento da bandeira da Academia a meio mastro. 

Pitanguy era o quarto ocupante da cadeira 22 da ABL, que tem José Bonifácio como patrono. O cirurgião tomou posse em 24 de setembro de 1991, quando, em discurso disse: “Julgo só ser possível atingir a verdade a partir do belo”. 

A secretária-geral da Academia, escritora Nélida Piñon, disse que os feitos do cirurgião transcendem o domínio humano. Para Nélida, as ações de Pitanguy “superam o comum dos mortais”.

Ivo Pitanguy morreu aos 93 anos em sua casa, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro, na tarde de sábado, 06, em consequência de um infarto do miocárdio. Na véspera, em cadeira de rodas, fora um dos condutores da Tocha Olímpica, na zona sul do Rio.

Natural de Belo Horizonte, Pitanguy se formou cirurgião plástico após estudar por mais de 10 anos nos Estados Unidos e Europa. O médico deixa viúva Marilu Nascimento, cinco filhos e cinco netos.

Pezão. O governador licenciado do Rio, Luiz Fernando Pezão, também se manifestou sobre a morte de Pitanguy. lamentou neste domingo a morte do cirurgião plástico Ivo Pitanguy.  Em nota, Pezão lembrou que Pitanguy foi uma referência internacional no seu ofício. “O médico brasileiro não foi apenas um profissional preocupado com a estética, mas dedicou sua vida à recuperação e reabilitação de pessoas vítimas de queimaduras e desastres, tendo estabelecido um serviço pioneiro para os mais pobres na Santa Casa de Misericórdia, entre tantas outras iniciativas”, ressaltou.

O governador - licenciado do Governo do Estado do Rio em função do tratamento de combate a um câncer - expressou ainda suas condolências à família e amigos de Pitanguy.

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