Absolvição foi ''instinto de autopreservação''

Entidades da sociedade civil ouvidas pelo Estado avaliam que a absolvição de Jaqueline Roriz é um sinal do "instinto de autopreservação" dos parlamentares, "que têm medo de serem os próximos". "Confirma-se aquele ditado de que lobo não come lobo", opina Ophir Cavalcante, presidente da OAB.

, O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2011 | 00h00

Para os representantes das entidades, no entanto, os votos dos 265 deputados que garantiram a absolvição de Jaqueline devem ser um estímulo para mobilizar a sociedade contra a corrupção. "Não podemos deixar que a frustração se transforme em inércia, em desestímulo", afirma um dos mobilizadores da Ficha Limpa, Marlon Reis. Ele vê na conivência dos deputados uma evidência de que "a sociedade está no caminho certo ao forçar o Congresso a adotar medidas que visam diminuir a corrupção, como a Ficha Limpa".

Em nota, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) afirmou que "o episódio desapontou a sociedade brasileira" e reforçou a necessidade de mobilização social para a realização de mudanças profundas na política. / LUCAS DE ABREU MAIA

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