´Acabou Era Palocci´, decreta Tarso

O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, defendeu nesta domingo a definição de metas de crescimento para o País e a realização de uma reforma política no primeiro semestre do próximo governo. Tarso afirmou que "acabou a Era Palocci no Brasil", numa referência à orientação do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci Filho na política econômica. "Até posso te dizer que, no primeiro ano, ele prestou bom serviços. Mas, taxas baixas de crescimento, preocupação neurótica com a inflação, sem pensar em distribuição de renda e crescimento, isso terminou", avaliou o ministro, que votou na 36ª seção da 160ª zona, em Porto Alegre.Tarso argumentou que a reforma política precisa ser feita no primeiro semestre, porque, depois, começa o fluxo de discussões para as próximas eleições municipais. Ele defendeu a reforma baseada em três pontos: fidelidade partidária, voto em lista e financiamento público de campanha. "É essencial, porque vai desobstruir o sistema político, que está bloqueado por deformações que são originárias por poderes regionalizados, partidos que não têm capilaridade nacional, que não apresentam base parlamentar sólida", avaliou.Citou como exemplo o PMDB, onde metade vota com o governo e o restante contra. Como partido "centrista", disse que o PMDB pode jogar um papel importante no futuro, mas precisará ser "coesionado". "O PMDB pode jogar um papel de equilíbrio no próximo governo", projetou Tarso.Sobre o PSDB, afirmou que o partido é divido entre uma ala de direita, mais conservadora, que ele não quis personalizar, e outra mais democrática e centrista, na qual identificou o governador eleito de São Paulo, José Serra, e o governador reeleito de Minas Gerais, Aécio Neves. Ele disse considerar que a maior parte do PSDB vai apoiar a governabilidade. "A hegemonia no PSDB é de um partido democrático", declarou.Tarso votou acompanhado dos colegas de ministério Dilma Rousseff, da Casa Civil, e Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário. Eles participaram de um café da manhã com o candidato ao governo gaúcho pela Frente Popular (PT-PCdoB), Olívio Dutra em um hotel de Porto Alegre. Tarso e Dilma embarcam às 16 horas para São Paulo, onde acompanharão a apuração dos votos.

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