Acadêmicos do Tatuapé conta história de seu bairro

Depois de 28 anos ausente, a Acadêmicos do Tatuapé volta ao Grupo Especial. No desfile, que começou à meia-noite deste sábado, a escola contou a história do bairro onde foi fundada. A escola desfilou com 2600 componentes, que levaram para a passarela fantasias e alegorias compostas com muito brilho. Uma das moradoras do bairro que vibra com a volta da Acadêmicos à elite do samba paulistano é Pamela Cristina Munhoz, filha do presidente da escola. ?Foram muitos anos de luta. Estamos sem palavras, emocionados?. Segundo Pamela, a intenção do samba-enredo é retratar o desenvolvimento de um dos bairros mais valorizados da Zona Leste da capital paulista.A bateria da escola, com cerca de duzentos componentes, inovou ao fazer uma paradinha que imitava um trem. A idéia, segundo o diretor de bateria, Vladimir Augusto Ferreira, era acompanhar a letra do samba, que fala da importância do trem em São Paulo. ?Trabalhamos desde maio e agora é só aguardar a nota?, disse.Uma pequena confusão no fim do desfile, provocada por problemas no último carro, acabou levando o carnavalesco Babú Energia a passar mal, chegando a desmaiar. De acordo com a médica que o atendeu, o carnavalesco sofreu um ataque de exaustão. ?Ele estava muito cansado e ansioso e, há pelo menos duas semanas, levava praticamente a escola nas costas?. Atendido pelos médicos e pelos bombeiros, Babú foi levado à Santa Casa, mas já estava consciente na hora que a ambulância saiu. Pouco antes de seu desmaio, houve uma confusão entre integrantes da ala de harmonia da escola e uma pessoa que, aparentemente, seria um funcionário da Anhembi, e que envolveu, inclusive, troca de socos. Segundo testemunhas da escola, a pessoa teria atrapalhado o desfile no final.

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