Ação ambiental simulada manteve sigilo preservado

A ação da Policia Federal no Amapá foi submetida, nos últimos dias, a uma espécie de "operação dentro da operação". Foi preciso monta r uma ação de despiste para que os políticos, empresários e servidores públicos, em um Estado e uma capital tão pequenos, não descobrissem a movimentação de centenas de agentes e a iminência das prisões.

, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2010 | 00h00

Para não levantar suspeitas, a PF alardeou que estava desencadeando uma grande operação de repressão ambiental. A ordem era deflagrar a ofensiva a partir do Amapá e partir para o Estado do Pará - 600 agentes saíram de Macapá, desceram rios em direção ao sul, mas voltaram à capital. Só na madrugada de quinta para sexta-feira, os agentes foram informados sobre todos os mandados de prisão, coercitivos e de busca e apreensão.

A PF contou com o apoio do Exército para o disfarce e a operação. O comando militar local chegou a entrar de prontidão, temendo que, diante da prisão da cúpula do governo, as Polícias Civil e Militar pudessem atender às ordens de algum secretário e atrapalhassem o trabalho.

Com a operação Mãos Limpas em curso, a PF, para acalmar as autoridades que não estavam sob investigação, se reuniu com o Judiciário local e pôs as autoridades federais a par de tudo - entre outros, foi avisado o ministro Ricardo Lewandowski, que preside o Tribunal Superior Eleitoral.

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