Ação do PFL contra apoio de Maggi a Lula "é desespero", diz Garcia

O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição, Marco Aurélio Garcia, disse que a decisão do presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), de entrar com ação no TSE questionando a liberação de recursos do governo para o setor agrícola é um "ato de desespero".O PFL sustenta que houve "uso eleitoral" da liberação de recursos para Mato Grosso depois que o governador daquele Estado, Blairo Maggi (PPS), declarou apoio à reeleição de Lula."Isso é desespero", reagiu Garcia, que também preside o PT. "O PFL está reeditando a velha prática da política brasileira: entende que, se Lula ganhar, não pode governar." Garcia disse que o método já foi adotado por "ancestrais do PFL" depois da Segunda Guerra Mundial. "Fizeram isso com Getúlio, tentaram fazer com Juscelino, foram exitosos no golpe contra Jango e vão tentar fazer isso de novo", afirmou o coordenador da campanha de Lula. "Só que eles não contavam com um fenômeno novo, que é a forte participação do povo na campanha."Na semana passada, após anunciar seu apoio à candidatura do presidente, Blairo Maggi informou ter conseguido da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a garantia de "medidas para o agronegócio" que representariam o desembolso de R$ 1 bilhão para Mato Grosso. "Isso é normal , numa pauta de reivindicações, quando você faz apoiamento. Isso faz parte da política", disse Maggi, na ocasião.Questionado sobre a declaração, Garcia argumentou que o governador do Mato Grosso aderiu à campanha de Lula por "identificação" com o presidente. Na avaliação do senador Romero Jucá (PMDB-RR), "é legítimo" que Bornhausen procure o TSE para qualquer questionamento. "Mas não há nenhum tipo de ação do governo para favorecer Blairo Maggi. O governador foi claro ao dizer que declarava o seu apoio porque não queria voltar ao passado", observou, numa referência à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB).

Agencia Estado,

17 de outubro de 2006 | 12h01

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