''Ação é consequência da nova linha de combate à corrupção'', diz secretário

O secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, afirmou ontem que a ação da Corregedoria da Polícia Civil no 41º DP "é consequência da linha adotada pela secretaria, de um combate intransigente à corrupção". Ferreira Pinto elegeu o combate aos desvios funcionais na polícia como uma das prioridades de sua gestão. O secretário acompanhou o desenrolar da operação.Segundo ele, todos os dados colhidos pelos corregedores serão analisados com calma. O trabalho da Corregedoria será "minucioso e cauteloso" até mesmo para não se cometer injustiças, mas quem estiver envolvido na organização do chamado pátio dos milagres será punido com rigor. A primeira medida seria o afastamento dos suspeitos.A ação coordenada da Corregedoria com o Gaeco estava sendo planejada há dias. A operação foi a primeira da Corregedoria desde a posse da nova diretora do órgão, Maria Inês Trefiglio Valente. A delegada deslocou 12 homens - três delegados - para a ação. Eles foram acompanhados por dois promotores. A orientação era de que revistassem cada palmo da delegacia. As equipes da Divisão de Operações Policiais (DOP) da Corregedoria receberam a lista dos carros suspeitos e conseguiram localizar um dos veículos procurados, um Corsa, com um investigador de polícia."Não há registro de apreensão desse veículo, que estava em nome de um terceira pessoa", afirmou o promotor Everton Luiz Zanella, do Gaeco. Outro, um Gol, estava parado em uma avenida próxima do distrito. O terceiro era o que estava com o informante policial detido no distrito. Estava ainda estacionado no pátio da delegacia um Astra que pertencia ao dono do boteco em frente do 41º DP. "Não sei como é que ele foi estacionar o carro lá", disse o então titular do distrito, delegado José Eduardo Ferreira Ielo.?VOU RIPAR?Ielo também não soube explicar como é que um informante policial trabalharia no plantão de sua delegacia. "Olha, eu coloquei divisórias de vidro na minha sala para poder ver o que se passa nas outras salas da delegacia." Ielo, no entanto, afirmou que nunca havia visto o "ganso (informante)" na delegacia. "Alguém vai ter de dar explicações. Vou ?ripar? (transferir) todo mundo", disse. Mas, antes que pudesse afastar os subordinados, Ielo acabou exonerado.Segundo o promotor Neudival Mascarenhas Filho, os policiais do 41º DP justificaram a presença dos carros procurados pela Justiça na delegacia alegando que qualquer um poderia ter acesso ao local. Não haveria, assim, segundo eles, como identificar os responsáveis pela uso do pátio da delegacia.

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