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Ação pede cassação do prefeito de Araçatuba

O Tribunal de Justiça do Estado analisa um pedido de cassação do mandato do prefeito de Araçatuba, Jorge Maluly Netto (PFL), acusado de dano ao erário por ter aplicado dinheiro da prefeitura no Banco Interior, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central (BC) em fevereiro deste ano. Na ação popular, os advogados Valter Tinti e Donizete Flor alegam que o prefeito sabia das más condições financeiras do banco e, mesmo assim, manteve as aplicações. Com a liquidação, a prefeitura teve retido R$ 1,3 milhão. Segundo eles, a lei impede a aplicação de dinheiro público em instituição privada. Os advogados pedem que o prefeito seja obrigado a ressarcir os cofres e punido com a perda do mandato e suspensão dos direitos políticos. A ação havia sido julgada improcedente em primeira instância, mas os advogados recorreram ao TJ. O processo foi recebido e encaminhado à Procuradoria de Justiça.A vereadora Clarice Andorfato (PRTB) quer que a Câmara investigue, através de uma comissão especial, as ligações do prefeito com o empresário Márcio Pavan, que havia tentado a compra do Banco Interior. Pavan desistiu do negócio na véspera da liquidação. Dias antes, o empresário, dono de uma revenda de autos em Araçatuba, comprou do prefeito a Usina Alcomira, em Mirandópolis. Semanas depois, já com o banco liquidado, o prefeito tentou desfazer o negócio. Maluly Neto entrou com uma ação de reintegração de posse contra Pavan, mas o pedido foi negado pela justiça de Mirandópolis. O prefeito diz que não há qualquer relação entre a venda da usina e a tentativa de Pavan de comprar o banco.

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