Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Ação urbanística cria mobilidade com isolamento social

Propostas discutidas em grandes cidades serão analisadas em Summit do ‘Estadão’, em formato digital e gratuito

Mariana Barros, especial para o Estado

09 de agosto de 2020 | 05h00

Usar o planejamento urbano como ferramenta para o isolamento social se tornou uma prática comum em várias cidades do mundo, com mais de cem localidades experimentando mudanças permanentes ou temporárias no uso de seus espaços públicos.

Cada uma à sua maneira, Nairóbi, Londres, Bogotá, Cidade do México, Nova York, Los Angeles e Sidney, entre tantas outras, têm tentado delimitar vias sem carros, corredores de pedestres e novas ciclovias.

Aproveitar a redução do tráfego de veículos e abrir ruas para pedestres e ciclistas têm sido a tônica na Europa e nos Estados Unidos, especialmente nos locais que tentam retomar as atividades econômicas sob protocolos de segurança.

Um bom exemplo é o da americana Hoboken, em Nova Jersey, que até outubro promove o festival de verão Summer Streets como forma de incentivar caminhadas, pedaladas e a volta do comércio de rua, tão dependente do movimento de pessoas. A prefeitura criou estruturas como parklets, minipraças instaladas em vagas de estacionamento no meio-fio, e reservou espaços em ruas e avenidas para servir de calçada estendida a bares e restaurantes. 

Caminhos semelhantes têm sido trilhados por cidades europeias como Paris, Milão e Madri, preocupadas com o potencial aumento do número de motoristas frente aos riscos de contaminação no uso do transporte público. Para não assistirem à volta da poluição, do barulho e dos altos índices de congestionamento que oneram toda a população, agiram rápido: investem na construção de ciclovias onde antes só passavam carros e oferecem incentivos para a compra de bicicletas.

A capital francesa quer remover 72% dos estacionamentos de rua, o equivalente a eliminar 60 mil das 83.500 vagas disponíveis. Paralelamente, as velocidades permitidas nas cidades europeias têm baixado a patamares em torno de 35 km por hora, para uma convivência segura entre quem pedala e quem dirige.

São Paulo

Depois do fracasso da proposta de um megarrodízio que proibia a circulação de metade da frota a cada dia, a Prefeitura da capital paulista voltou sua atenção à gestão dos espaços públicos. Um novo projeto prevê a ocupação de calçadas de algumas ruas do centro por mesas de bares e restaurantes.

Essas e outras medidas estarão entre os temas debatidos no Summit Mobilidade 2020, que acontece na próxima quarta-feira (12), a partir das 9h30 em formato digital e gratuito. Para conferir a programação completa e fazer a sua inscrição, acesse o site do evento: estadaosummitmobilidade.com.br

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